“Continua tudo como estava. O Governo Iraquiano pediu um prazo de quinze dias para se pronunciar, o prazo esgotou na sexta-feira e não há respostas”, disse Santana-Maia Leonardo, advogado do jovem agredido, Rúben Cavaco, de 16 anos, em declarações à agência Lusa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano garantiu no dia 23 de setembro que o país não se oponha à investigação aos filhos do seu embaixador em Lisboa e que um enviado decidiria o levantamento da sua imunidade nas próximas duas semanas.

"O meu colega iraquiano disse que não se oporão a qualquer exigência da lei para que a investigação possa ser concluída", disse na altura em Nova Iorque o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, no final de uma reunião com o seu homologo iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari.

Santana- Maia Leonardo lamenta o impasse que se vive nesta altura em redor desta questão, acrescentando ainda que o Governo do Iraque tem uma “certa obrigação moral” de justificar ao Governo Português o atraso na sua resposta.

Contactada pela Lusa, fonte da família de Rubén Cavaco disse que “ ainda têm esperança” que seja levantada a imunidade diplomática aos dois irmãos nos próximos dias, apesar de já ter esgotado o prazo que foi estipulado pelo Governo do Iraque.

No dia 17 de agosto, Rúben Cavaco foi agredido em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, alegadamente pelos filhos do embaixador do Iraque em Portugal, gémeos de 17 anos.

O jovem alentejano sofreu múltiplas fraturas, tendo sido transferido no mesmo dia do centro de saúde local para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, tendo chegado a estar em coma induzido. O jovem acabou por ter alta hospitalar no passado dia 02.

Os dois rapazes suspeitos da agressão são filhos do embaixador iraquiano em Portugal, Saad Mohammed Ali, e têm imunidade diplomática, ao abrigo da Convenção de Viena.

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