“Nos últimos doze meses, as autoridades russas lançaram uma campanha sem precedentes de repressão e perseguição contra o líder da oposição russa Alexei Navalny, ao prendê-lo e aos seus apoiantes ilegalmente, destruindo o que restava do direito à liberdade de expressão e associação”, sublinhou a organização internacional de defesa dos direitos humanos num comunicado.

Desde a detenção de Navalny no aeroporto Sheremetyevo, em Moscovo, “o político, os seus apoiantes e organizações da sociedade civil russa foram submetidos a uma perseguição implacável das autoridades”, disse Marie Struthers, diretora da AI Europa para a Ásia Oriental e Central.

Marie Struthers acrescentou que dezenas de companheiros e simpatizantes de Navalny foram levados à justiça com acusações falsas e “um grande número já está na prisão”.

“Alguns dos companheiros de Alexei Navalny conseguiram fugir do país, mas agora temem que os seus familiares na Rússia sejam perseguidos e possam ir para a prisão. Passado um ano desde a sua prisão, a vida de Navalny e dos ativistas políticos ligados ao opositor virou um inferno”, acrescentou a responsável.

Struther exigiu o fim imediato da “perseguição implacável desencadeada pelo Kremlin, que está obcecado com a ideia de silenciar e difamar Alexei Navalny e os seus apoiantes”.

Na sexta-feira, as autoridades russas incluíram os oposicionistas russos exilados Leonid Volkov e Ivan Zhdanov, colaboradores próximos de Navalny, numa lista de pessoas ligadas a atividades extremistas e terroristas.

Em junho do ano passado, a justiça russa tornou ilegais várias organizações criadas por Navalny, declarando-as extremistas, e todos os seus membros foram impedidos de candidatarem-se em qualquer tipo de eleição.

Em agosto de 2020, Navalny foi envenenado com um agente neurotóxico do tipo Novichok, desenvolvido por militares soviéticos, tendo estado dois dias em coma num hospital na Sibéria antes de ser transferido para Berlim, onde foi tratado.

Alexei Navalny foi detido em 17 de janeiro de 2021 em Moscovo, ao regressar da Alemanha após o grave envenenamento, que o opositor e os seus apoiantes atribuíram ao Presidente russo, Vladimir Putin.

O Kremlin negou qualquer envolvimento.

O opositor, de 45 anos, cumpre uma pena de prisão de dois anos e meio por um caso de fraude, embora a sua defesa e vários países ocidentais considerem que a condenação tem motivos políticos.

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