Num comunicado enviado às redações, a Comissão Executiva do partido dá conta de que foi agora tornado público um relatório da Associação Nacional de Farmácias concluindo que "faltaram nas farmácias portuguesas mais de 64 milhões de embalagens de medicamentos vários em 2018”.

Para o Aliança, “isto não pode continuar nem mais um dia”.

“O Governo do Partido Socialista e da frente esquerda não pode continuar passivo alimentando a aparência de uma disputa entre regulador, fornecedores e farmácias”, acrescenta.

O partido salienta ainda que “este é um problema dos portugueses, e é o Governo dos portugueses que tem que o resolver, já”.

Um relatório do observatório do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde da Associação Nacional de Farmácias (ANF) divulgado recentemente indicava que, em 2018, 64,1 milhões de embalagens de medicamentos não puderam ser dispensadas no momento em que as pessoas as tentaram adquirir nas farmácias, o número mais elevado desde que o fenómeno começou a ser monitorizado em 2014.

Num comunicado divulgado na última quarta-feira, o Infarmed adianta que recebeu, no ano passado, 435 contactos de utentes a reportar esta situação, o que representa uma ligeira descida face a 2017 (455 contactos) e a 2016 (489).

Observa ainda que “alguns destes contactos se referiam a faltas pontuais de medicamentos genéricos ou de marca, mas com alternativa terapêutica no mercado nacional”.

Durante o ano de 2018 foram ainda realizadas 248 inspeções a farmácias e 150 inspeções a distribuidores por grosso de medicamentos, salienta a autoridade do medicamento.

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