Em declarações à comunicação social, à margem do 4.º Congresso dos Jornalistas, no cinema São Jorge, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa começou por considerar que "é prematuro fazer qualquer comentário" sobre este assunto.

"Eu registo apenas, com satisfação, o gesto das autoridades espanholas quando vieram dizer que não havia uma decisão definitiva sobre a matéria. Vamos esperar para ver o que se vai passar nessa matéria", acrescentou.

Em causa está a intenção do Governo espanhol, contestada por Portugal, de construir um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz, localizada junto ao rio Tejo, a cerca de 100 quilómetros da fronteira portuguesa.

Hoje, no final de uma reunião, em Madrid, entre responsáveis dos governos português e espanhol, que não chegaram a acordo, o ministro do Ambiente anunciou que "Portugal vai solicitar a intervenção de Bruxelas neste caso".

"O que é exigido por Portugal é que se reconheça que não foi cumprida a diretiva europeia de impactos ambientais", afirmou João Matos Fernandes.

O ministro acrescentou que o Governo português tem "a fortíssima expetativa que a União Europeia determine que se faça esta avaliação de impactos transfronteiriços" e adiantou que, "em princípio, na próxima segunda-feira" o caso será apresentado em Bruxelas.

Por outro lado, o Governo espanhol "deixou claro que não há nenhuma decisão tomada" ainda sobre a continuação de funcionamento da central de Almaraz para além de 2020.

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