“Esta posição agrava ainda mais a crise [no país] que até agora deixou pelo menos 322 mortes e milhares de feridos”, lê-se num comunicado da diretora para as Américas da AI, Erika Guevara-Rosas.

Na sexta-feira, as autoridades de Manágua retiraram o convite à missão da ONU no país, dias depois da publicação de um relatório que denunciava “o uso desproporcionado da força” pelo Governo nos protestos iniciados em meados de abril naquele país.

Segundo a responsável da AI, o relatório revelou “crimes de direito internacional e graves violações dos direitos humanos” e ofereceu ao Governo de Daniel Ortega “um conjunto de soluções que devem ser implementadas imediatamente, além daquelas já oferecidas por diferentes organizações e organizações de direitos humanos”.

A saída da missão da ONU não impedirá, no entanto, que “as organizações de direitos humanos continuem a expor e a denunciar as estratégias repressivas” do Governo, até que finalmente se alcance “justiça, verdade e reparação para as vítimas”, defendeu Guevara-Rosas.

Segundo o Alto Comissariado, entre 18 de abril, data do início das manifestações contra o Governo de Ortega, e 18 de agosto, pelo menos 300 pessoas foram acusadas “de terrorismo e de crime organizado” depois de terem participado nos protestos antigovernamentais.

Daniel Ortega rejeitou este relatório, qualificando o Alto Comissariado da ONU como um “instrumento de políticas de terror, mentiras e infâmias”.

Ortega foi Presidente da Nicarágua entre 1985 e 1990 e regressou ao poder em 2006. Foi reeleito em 2011 e 2016.

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