Ketty Nivyabandi, secretário-geral da Amnistia Internacional no Canadá, disse que o ataque efetuou buscas nos sistemas da organização específica e exclusivamente relacionadas com China e Hong Kong, bem como a alguns proeminentes ativistas dissidentes chineses.

O ataque foi detetado pela primeira vez em 05 de outubro, levando a Amnistia Internacional a contratar investigadores forenses e especialistas em segurança cibernética para investigar.

A empresa de segurança cibernética norte-americana Secureworks disse que não houve qualquer tentativa de pedir um resgate devido ao ataque.

“Um grupo patrocinado ou encarregado pelo Estado chinês” esteve provavelmente por trás do ataque devido à natureza das buscas, ao nível de sofisticação e ao uso de ferramentas específicas, característicos dos piratas patrocinados pela China, disse a Secureworks.

Ketty Nivyabandi incentivou ativistas e jornalistas a atualizar os seus protocolos de segurança cibernética.

“Como uma organização que defende os direitos humanos globalmente, estamos muito cientes de que podemos ser alvo de tentativas patrocinadas por Estados de interromper ou vigiar nosso trabalho. Isso não nos intimidará e a segurança e a privacidade dos nossos ativistas, funcionários, doadores e outros interessados continuam a ser a nossa maior prioridade”, disse Nivyabandi.

A Amnistia Internacional está entre as organizações que apoiam ativistas de direitos humanos e jornalistas visadas por piratas estatais. Isso inclui a confirmação de casos de telemóveis de ativistas e jornalistas infetados com o spyware Pegasus, que transforma os aparelhos em ferramentas de escuta em tempo real, além de copiar o seu conteúdo.

Em agosto, a empresa de segurança cibernética Recorded Future listou a Amnistia entre as organizações que os piratas chineses visavam por meio de esquemas de roubo de senhas.

A empresa disse que isso era particularmente preocupante, dados os “abusos de direitos humanos pelo Estado chinês em relação aos uigures, tibetanos e outros grupos étnicos e religiosos minoritários”.

A Amnistia acusou a China de manter um sistema de campos de concentração que reuniu pelo menos um milhão de uigures e outras minorias étnicas, segundo estimativas de especialistas.

A China, que descreve os campos como centros de formação e educação vocacional para combater o extremismo, diz que foram encerrados, sem nunca ter publicamente dito quantas pessoas estiveram nos campos.

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