• Natal e Ano Novo: Questionada sobre as medidas restritivas para os períodos festivos do Natal e do Ano Novo, a ministra da Saúde afirmou que "neste momento estamos ainda a lutar para chegar o melhor possível aos primeiros dias dezembro". "Vale a pena recordar que vamos ter uma nova fase do estado de emergência, que precisamos de nos concentrar em quebrar cadeias de transmissão e em conter a doença. Alguns países que iniciaram também o crescimento desta segunda vaga mais cedo e que adotaram medidas de contenção, consequentemente mais agressivas, estão neste momento a poder antecipar um pouco melhor aquilo que vai ser o final do mês de dezembro. Nós estamos também a fazer essa análise, mas há uma coisa que é desde já muito clara, é que não vamos poder ter uma natal igual ao dos anos anteriores", afirmou. Marta Temido explicou que apenas com o desenrolar da situação epidemiológica nos próximos dias é que "conseguiremos perceber concretamente qual é o nível de restrição que teremos nessa altura do ano".
  • Vacina contra a covid-19: A ministra adiantou na conferência de imprensa que os planos para a receção, armazenamento e distribuição da vacina ainda estão a ser desenvolvidos pela Comissão Nacional Técnica de Vacinação, órgão tutelado pela Direção-Geral de Saúde e que trabalha com a introdução de todas as vacinas e consequentes planos de vacinação, e por uma comissão técnica criada especificamente para lidar com as particularidades desta vacina contra a covid-19 e que envolvem não só o seu grau de eficiência, mas a sua utilização, aspetos logísticos mais exigentes do que nas situações comum, de um calendário de vacinação que ainda não é conhecido em completo porque vai depender das disponibilidades das vacinas que, por consequência, vai depender dos fabricantes e também da necessidade de se garantir que o plano de vacinação e o plano de registo da administração das vacinas, uma vez que está a falar de vacinas, algumas delas, com duas doses, é estritamente observado, respeitado. As únicas garantias deixadas por Marta Temido foram em relação à entrega das vacinas - "o que sabemos neste momento é que todas as produtoras vão disponibilizar a entrega das vacinas nos próprios países, portanto a questão de um transporte para Portugal não se colocará" - e  ao armazenamento das mesmas que deverá acontecer "num ponto único do país". "Temos estado a trabalhar quanto a esse tema e temos soluções e plano para esse armazenamento, mas depois havendo uma distribuição da vacina pelo país e havendo também distribuição pela as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Todas essas questões logísticas estão a ser trabalhadas para quando as vacinas estiverem disponíveis poderem ser administradas o mais depressa possível. O nosso sublinhado é no sentido de que estamos a trabalhar, há ainda aspetos que dependem de informação qe nos está a ser distribuída pelas instâncias próprias da Agência Europeia do Medicamento da Comissão Europeia e daremos depois nota dos detalhes".
  • Plano de vacinação da população: Marta Temido garantiu que as populações alvo das primeiras doses de vacina contra a covid-19 que vão chegar a Portugal no início de 2021 serão muito semelhantes às determinadas pelos planos de vacinação de outros países. "Estamos a falar essencialmente das populações em função do grupo etário, em função de exposição a fatores profissionais de maior risco e também da sua imprescinbilidade para a segurança geral. Não haverá, antecipamos, muitas novidades a esse tipo, embora a Comissão Nacional Técnica de Vacinação tenha agendada para hoje ou para amanhã uma reunião sobre esse tema. É importante que demos esse espaço para fecharmos esses detalhes para que o documento possa ser devidamente sedimentado e partilhado com todos. Mas isso é apenas uma peça, porque depois há as questões logísticas, as questões da administração da vacina e há também as questões da administração que são dois aspetos que nos merecem a maior atenção para garantir que as pessoas percebem a quem é que a vacina se destina, porque é que se destina aquele grupo e não a outro, quais são as condições em que quem vai tomar primeiro e vai tomar depois, isso vai ser detalhado", sublinhou.
  • A disponibilidade da vacina e a continuação de medidas de contenção:  "Teremos uma fase inicial em que teremos pouca disponibilidade de fase inicial de vacinas, sendo que se espera que essa disponibilidade aumente na primavera e depois seja possível garantir uma cobertura que a meio do ano a estratégia esteja implementada. Estamos a falar de várias vacinas em que depositamos muitas esperanças, mas que temos de entender como mais uma forma de enfrentar esta doença porque vamos provavelmente a ter que continuar a ter medidas de contenção para que quem não foi ainda vacinado continuar protegido, para que a sociedade possa continuar a funcionar", explicou a tutelar da pasta da Saúde.
  • O funcionamento em rede do SNS: A ministra, que esta manhã de quarta-feira visitou parte da região norte do país, a mais afetada por esta segunda vaga de pandemia provocada pelo novo coronavírus, sublinhou a capacidade do funcionamento em rede do Serviço Nacional de Saúde para poder aliviar a pressão pela resposta pública de saúde nesta região. "O Serviço Nacional de Saúde está a reorganizar-se todos os dias e os seus profissionais estão todos os dias a continuar a trabalhar para responderem adequadamente", afirmou, acrescentado que "as transferências de doentes que foram feitas atempadamente para outros hospitais da região, do setor social e privado, e também para outros hospitais do Serviço Nacional de Saúde fora desta região de saúde" são um "aspeto muito positivo", em termos da capacidade de se "olhar melhor o Sistema Nacional de Saúde e o SNS".
  • Os números do boletim desta quarta-feira: Portugal contabiliza hoje mais 71 mortos relacionados com a covid-19 e 5.290 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.251 pessoas (menos 24 do que na terça-feira), das quais 517 em cuidados intensivos (mais 11 nas últimas 24 horas).

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