"A investigação independente concluiu que o Governador Andrew Cuomo assediou sexualmente múltiplas mulheres e, ao fazê-lo, violou a lei federal e estadual", afirmou Letitia James em conferência de imprensa.

A investigação de quase cinco meses, que visou entrevistas a 179 pessoas, determinou que Andrew Cuomo assediou sexualmente várias mulheres, atuais e ex-funcionárias.

A procuradora confirmou que o governador de Nova Iorque terá realizado "toques indesejados e não consensuais", e fez comentários de natureza sexual "sugestiva", conduta que criou um "ambiente de trabalho hostil para as mulheres", marcado pelo “medo e intimidação”. Segundo refere o relatório, os comportamentos de Cuomo não se limitaram a membros do seu pessoal, estendendo-se a outros funcionários do Estado. De acordo com a procuradora-geral, o gabinete descobriu que Cuomo assediou atuais e antigas funcionárias do Estado, bem como outras mulheres sem relações com o governo.

"Também concluímos que a cultura da Câmara Executiva - cheia de medo e intimidação, ao mesmo tempo que normaliza os frequentes 'flirts' do Governador e comentários com base no género - contribuiu para as condições que permitiram que o assédio sexual ocorresse e persistisse", escreveram os advogados externos Joon Kim e Anne Clark no relatório de 168 páginas. "Esta cultura também influenciou as formas impróprias e inadequadas em que a Câmara Executiva respondeu às alegações de assédio".

A procuradora James iniciou a investigação sobre as alegações depois de receber um pedido formal do gabinete de Cuomo a 1 de março para o fazer, devido ao crescente número de alegações tornadas públicas.

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