O valor é idêntico ao apresentado em 2016, segundo dados da mesma entidade (Observador Cetelem), mas revela uma subida face a 2017.

No ano passado, a intenção de adquirir livros novos para a escola apresentava uma tendência de redução, sendo a opção de 93% dos portugueses.

O estudo indica, no entanto, que os encarregados de educação acabam por usar livros de várias origens para os alunos.

Os dados apresentados no relatório resultam de um inquérito realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen para o Observador Cetelem. Foram inquiridos 600 indivíduos de ambos os sexos e com idades entre os 18 e os 65 anos, sendo a amostra representativa da população portuguesa. Apenas 209 dos inquiridos (35%, aproximadamente) são pais com filhos em idade escolar, isto é, com mais de cinco anos.

A opção pelos livros fornecidos pela escola (ou pelo Ministério da Educação) é uma escolha na qual apenas 8% dos encarregados de educação mostraram interesse, enquanto os livros em segunda mão ou emprestados são opções com cada vez menos interesse para os pais, tendo passado de uma média de 12% para 8%.

A pergunta foi feita a pais que têm filhos com cinco anos ou mais, no entanto, no ano letivo que terminou, os manuais escolares foram gratuitos apenas para os alunos do 1.º ciclo das escolas públicas, e, este ano letivo (2018/19), serão gratuitos até ao 6.º ano de escolaridade. O SAPO24 procurou apurar junto da Cetelem o número de inquiridos com filhos abrangidos pela medida, no entanto, segundo a empresa, não é “possível aferir” este dado “face à amostra e às questões colocadas”.

Segundo o inquérito realizado, as famílias portuguesas contam gastar, este ano, uma média de 487 euros em material escolar, mais 88 euros do que no ano passado.

A compra de livros, mochilas e cadernos para o próximo ano letivo vai custar, em média, mais 22% do que no ano passado e mais 7% do que há dois anos.

A compra dos livros escolares é feita sobretudo nos hipermercados e supermercados, onde vão 88% dos pais e encarregados de educação. Opção que, segundo o estudo, tem vindo a aumentar nos últimos anos. Em 2016, os supermercados eram a escolha de 66% dos pais.

Ainda assim, refere o estudo, o material continua a ser comprado em vários locais, sendo que “as papelarias demonstram uma estabilidade enquanto alternativa para a compra de manuais escolares”.

De acordo com o inquérito realizado este ano, 81% das famílias também mostrou interesse em comprar material em livrarias.

Já a Internet revelou uma quebra considerável, tendo sido o local escolhido de compra dos livros escolares de 42% dos pais, no ano passado, mas reunindo o interesse de apenas 25% das famílias, este ano.

As despesas com a educação dos filhos levam um terço dos pais a ter uma poupança dedicada a este custo, coisa que quase metade das famílias (47%) referiu não poder ou querer fazer.

[Notícia corrigida às 12h51 do dia 18 de setembro de 2018 - Acrescentada informação sobre questões metodológicas, nomeadamente sobre as perguntas do questionário e a amostra de indivíduos inquiridos no estudo]

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