À intervenção do chefe do Governo seguem-se as questões colocadas pelo PSD, BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN e, finalmente, PS.

Este é o primeiro debate quinzenal desde a polémica em torno do encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Almeida, que já levou a que a população e autarcas se tenham barricado naquela dependência bancária e que foi um dos assuntos abordados num encontro entre o Presidente da República e os presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da CGD.

O encerramento de balcões do banco público deverá ser um dos temas que pontuará o debate quinzenal com o Governo no parlamento, pelo menos através das questões colocadas pelo BE e PCP.

Fonte oficial do grupo parlamentar do Bloco disse à Lusa que os temas da Caixa Geral de Depósitos, pensões, precariedade, saúde e educação marcarão as perguntas colocadas ao primeiro-ministro pela coordenadora, Catarina Martins.

O PCP vai questionar o primeiro-ministro sobre a rede de agências da Caixa e também acerca da "tributação das grandes empresas e grupos económicos, designadamente no âmbito do Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES)", além da questão da "política de emprego", informou fonte oficial do grupo parlamentar comunista.

A polémica do encerramento do balcão de Almeida da Caixa foi um dos assuntos discutidos entre o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e os presidentes executivo e do Conselho de Administração do banco público.

A informação foi avançada pela Presidência, numa nota em que dá conta de que Marcelo Rebelo de Sousa recebeu os presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva CGD, Rui Vilar e Paulo Macedo, respetivamente, para um encontro em que "lhe deram conhecimento do acordo ajustado, no passado mês de abril, entre aquela instituição e o Presidente da Câmara Municipal de Almeida".

O Presidente da República diz que "tomou conhecimento destas informações" e acrescentou que a 16 de maio será a vez de receber o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro.

Na sequência da polémica do fecho da agência do banco público na sede do concelho de Almeida, que motivou manifestações da população e dos autarcas locais, a CGD disponibilizou-se para instalar uma área automática na sede da Câmara de Almeida, com o apoio temporário de trabalhadores do banco.

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