"Temos de prosseguir essa estratégia de melhoria dos rendimentos, com a melhoria das pensões, com a melhoria dos apoios sociais e, sobretudo, com a melhoria dos salários, desde logo do salário mínimo nacional", disse António Costa.

Para o primeiro-ministro, "o primeiro passo do combate à pobreza é a melhoria do rendimento de cada família, para que tenha o rendimento necessário para não estar abaixo do limiar da pobreza".

O chefe do Governo discursava na Escola Secundária de Freamunde, Paços de Ferreira, onde presidiu à cerimónia de apresentação do programa de reabilitação de bairros sociais.

O programa prevê intervenções em cerca de 8.500 casas, beneficiando mais de 25.000 pessoas, num investimento que pode atingir os 115 milhões de euros.

Antes da cerimónia, António Costa, acompanhado do presidente da Câmara de Paços de Ferreira, o socialista Humberto Brito, visitou o bairro social do Outeiro, em Freamunde, onde já estão a ser realizados melhoramentos.

Insistindo na necessidade de melhorar o rendimento pessoas, defendeu no seu discurso que, se tal for realizado, "as famílias podem viver melhor, podem investir mais na educação dos seus filhos, melhorar a qualidade da sua alimentação e também melhorar o conforto das suas habitações".

Para António Costa, "o Governo pode-se orgulhar de reabrir as políticas públicas de habitação".

"É um pequeno passo, mas é com pequenos passos que nós iniciamos a caminhada", afirmou, referindo-se também aos apoios que serão disponibilizados para que a classe média possa arrendar casas nos centros das cidades.

"É por isso que temos de ter um mercado de arrendamento dinâmico, mas não pode ser só para quem é rico, tem que ser acessível a todas as famílias e, sobretudo, às novas gerações. É prioritário esta nova geração de políticas de habitação e é essencial voltarmos a olhar para os bairros sociais", afirmou.

Costa prosseguiu, afirmando que a solução não é deitar abaixo e fazer de novo, mas fazer os investimentos na recuperação dos edifícios.

"A boa solução não é deitar abaixo e fazer de novo. A boa solução é fazer os investimentos necessários para que eles recuperem a qualidade que já tiveram ou poderem passar a ter a qualidade que a vida hoje, no século XXI, exige que tenha", frisou.

"Esta é uma grade oportunidade, que temos de aproveitar, de mobilização dos fundos comunitários" concluiu.

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