"Tem de se dar condições aos privados, não é fazer-lhes a vida negra como se tem feito nos últimos anos", queixa-se o presidente da Associação Nacional de Proprietários, António Frias Marques, que diz que "os proprietários estão carregadinhos de impostos e de alcavalas".

Em Portugal há casas a mais, mas muitas não têm condições de habitabilidade. Os preços continuam a subir, para compra e para arrendamento, acima dos salários e tornam-se incomportáveis, sobretudo para os jovens.

Até ao dia das eleições, o podcast “O sapo e o escorpião” terá uma edição especial Legislativas2022, trazendo para o debate político os temas que marcam a atualidade de campanha, como o Serviço Nacional de Saúde, e discussões de fundo, como a reforma do sistema eleitoral, o voto obrigatório, o número de deputados ou o papel da Europa.

Na noite de todas as decisões, faz-se a análise dos resultados, ao vivo e em direto. No dia seguinte, 31 de janeiro, discute-se o futuro do país já com os votos contados.

São conversas que fazem a diferença, para ouvir no SAPO24, no Spotify e outras plataformas habituais de podcasts.

Cinco milhões de pessoas em Portugal declararam rendimentos prediais e estima-se que existam seis milhões de casas para quatro milhões de famílias. "Se a propriedade é privada, então a resolução do problema deve vir dos privados, não do Estado (central e local)", considera António Frias Marques.

E lembra que "nos últimos seis anos ninguém se lembrou de nos contactar para uma reunião, para saber como podem contar connosco para resolver o problema". Para o presidente da ANP, "há uns iluminados que pensam que podem fazer tudo e depois não fazem nada".

Um exemplo: "Foi constituído um Conselho Nacional de Habitação e em cerca de 30 membros há apenas meia dúzia de entidades privadas, os outros são representantes de ministérios e direções-gerais, funcionários a quem só resta dizer ámen ao governo".

Do lado do arrendamento, recorda que programas como o de renda acessível não têm conseguido contar com a participação dos privados, escaldados com más experiências, e que no país inteiro apenas pouco mais de cem se juntaram às autarquias.

Mas há outros caminhos. Em Espanha, aqui ao lado, Madrid provou na última semana um apoio de 250 euros por pessoa para os jovens pagarem as suas rendas de casa.

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