A assinatura do contrato com o consórcio liderado com a Teixeira Duarte, Tecnovia e Dredging aconteceu terça-feira, disse Nuno Araújo.

“A expectativa é que durante o próximo mês de fevereiro aconteça a consignação da obra do quebra-mar e dragagem, dando-se assim o pontapé de saída da obra”, afirmou.

Com um prazo de execução de 30 meses, a empreitada de melhoria das acessibilidades marítimas ao Porto de Leixões, que compreende o prolongamento do quebra-mar em 300 metros e a dragagem da bacia de rotação, implica um investimento de 147 milhões de euros, contou.

Destes, 131 milhões de euros são em obra e, o restante, em serviços complementares como fiscalização e coordenação de segurança, comentou.

Estas obras, que tiveram até à fase final dois consórcios interessados, foram a concurso em conjunto porque todo o material (rocha) que vai ser dragado vai ser aproveitado na construção do quebra-mar, explicou Nuno Araújo.

Questionado sobre as contestações à empreitada por parte de partidos políticos, autarcas, associações ambientalistas ou movimento de cidadãos, o presidente da APDL referiu ter tido oportunidade de esclarecer as dúvidas em diferentes fóruns.

“A troca de informação foi muito ampla”, sublinhou.

Esta obra anda a ser estudada há dez anos, recordou Nuno Araújo, acrescentando que passou pelo “último e importante crivo” da obtenção favorável da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), embora condicionada.

Além disso, esta empreitada é acompanhada por um grupo de trabalho, composta por diferentes entidades, que já reuniu mais de 25 vezes, anotou.

Nuno Araújo adiantou ainda que está a ser feito um estudo sobre o “valor económico do desporto de ondas em Matosinhos e no Grande Porto”, uma das recomendações do “parecer favorável condicionado” da comissão de avaliação ambiental.

Por isso, a APDL prevê indemnizar, se for caso disso, as empresas deste setor ou apoios de praia (bares e restaurantes), ressalvou.

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