"É fundamental que continuemos a cobrar à justiça. Principalmente sabendo que vivemos num país que tem memória tão curta", disse a viúva de Marielle, Monica Benício, num ato organizado esta quarta-feira, 13 de junho, pela Amnistia Internacional, em frente ao prédio do Ministério Público no Rio de Janeiro.

Embora os primeiros indícios apontem para milícias, o ministro da Segurança Pública, Raúl Jungmann, reconheceu que ainda há muitas dúvidas sobre o crime.

"Este é um crime complexo. Pelo menos até onde eu saiba, (...) não se tinha informação sobre a motivação. Qual foi a ameaça? Qual foi o conflito em que Marielle se envolveu para que acontecesse esta tragédia?", questionou Jungmann, em entrevista à rádio CBN.

O ministro também salientou que outros casos emblemáticos demoraram mais de 90 dias para serem resolvidos.

Entretanto, a Amnistia enfatizou em comunicado que "a falta de justiça é insuportável", especialmente para outros defensores dos direitos humanos que agora andam com medo.

A organização destacou o alto grau de preparação do crime, lembrando que as câmeras do circuito fechado de televisão próximas da cena do crime foram desligadas pouco antes dos disparos.

Acrescentou também que, conforme foi avançado pela imprensa, a arma usada no assassinato da vereador pode ter origem no arsenal da Polícia Civil, que investiga o caso.

Marielle Franco, uma socióloga de 38 anos da favela da Maré e vereadora do PSOL, foi assassinada a tiro, em 14 de março, dentro do seu carro, no centro de Rio, juntamente com o motorista Anderson Gomes.

Marielle foi uma firme defensora de minorias, em particular das mulheres negras e da comunidade LGBT, e uma crítica da violência policial nas favelas e da intervenção militar no Rio de Janeiro, ordenada este ano pelo presidente Michel Temer.

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