Determinam os estatutos que “a suspensão e a exclusão de um membro só pode ser decidida pela Assembleia Política”, que não é “obrigada a divulgar as razões” da sua decisão, e é por isso que hoje, a partir das 15:00 (menos uma hora em Lisboa), 262 elementos daquele órgão do Partido Popular Europeu (PPE) se vão reunir em Bruxelas para decidir o destino do Fidesz, o partido de Viktor Orbán, no seio daquela que é a maior família política europeia, à qual pertencem PSD e CDS-PP.

No entanto, com as eleições europeias à espreita, o PPE sabe que os assentos do partido de Orbán – as últimas projeções da assembleia europeia atribuíam-lhe 13 eurodeputados dos 181 projetados para o grupo conservador – podem ser fulcrais na luta pela presidência da Comissão Europeia.

O desfalque que a exclusão do Fidesz causaria na bancada do maior grupo político da assembleia europeia – e a eventual transferência dos seus eurodeputados para o grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus, a que as projeções atribuem 46 assentos, ou para a Europa das Nações e da Liberdade, de Marine le Pen e Matteo Salvini, que pode chegar aos 56 assentos — tem levado o ‘spitzenkandidat’ do PPE, Manfred Weber, a preferir o calculismo político.

Apesar do ultimato que lançou a Orbán, e que levou o político húngaro a retratar-se perante os seus parceiros e anunciar a retirada dos polémicos cartazes contra o presidente da Comissão Europeia, o candidato a sucessor de Jean-Claude Juncker não foi taxativo quanto ao seu sentido de voto, nem quanto ao do seu partido, a União Social-Cristã (CSU), tal como não o foi a nova líder da União Democrata-Cristã (CDU), Annegret Kramp-Karrenbauer, nem a anterior, Angela Merkel.

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