A organização não-governamental, que cita fontes médicas e ativistas, indica que alguns feridos do ataque, perpetrado por aviões não identificados, apresentavam sintomas de asfixia, vómitos e dificuldade de respirar.

O balanço inicial era de 35 vítimas mortais, mas foi revisto esta manhã para 58, segundo informações do Observatório Sírio dos Direitos Humano. Entre estas vítimas encontram-se 11 crianças.

"Várias pessoas morreram depois de serem levadas para os hospitais. Todas são civis", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da ONG.

O opositor Conselho Local de Khan Cheikhoun precisou, num comunicado divulgado na sua página de Facebook, que houve quatro bombardeamentos com bombas termobáricas que continham gás cloro e gás sarin.

O Conselho publicou fotografias de várias vítimas do ataque, alguns menores de idade, deitadas no chão. Numa delas pode ver-se uma equipa de emergência a molhar com água o corpo de um jovem.

Entretanto, a oposição síria já apelou ao Conselho de Segurança da ONU que abra com urgência um inquérito sobre o ataque com “gás tóxico” perpetrado, segundo disse, pelo regime de Bashar al-Assad no noroeste do país.

Segundo o OSDH, dois menores morreram durante a noite num outro ataque, com barris de explosivos lançados por helicóptero numa outra localidade, igualmente a província de Idleb.

A defesa civil Síria, composta por voluntários que se dedicam a trabalhos de resgate em áreas fora do controlo do Governo, assinalou na sua conta do Twitter que durante a noite, neste ataque, ficaram feridas pelo menos 20 pessoas, entre elas menores de idade e mulheres. Acrescenta que os barris continham igualmente substâncias tóxicas.

A maior parte da província de Idleb está sob controlo de fações rebeldes e islâmicas, entre elas o Organismo de Libertação do Levante, a aliança formada em torno da ex-filial síria da Al Qaeda.

Nos últimos dias têm-se registado vários bombardeamentos, alegadamente com gases, no norte da Síria.

No passado dia 30 de março, mais de 50 pessoas ficaram feridas ou com sintomas de asfixia devido a ataques com aviões e helicópteros não identificados, alguns com substâncias químicas, na província de Hama, vizinha de Idleb.

(Notícia atualizada às 10h44)

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