Erdogan referiu-se ao assassínio do embaixador russo como uma "provocação" contra a "normalização" turco-russa. "Nós sabemos que se trata de uma provocação com vista a (...) prejudicar o processo de relações de normalização das relações entre a Turquia e a Rússia", afirmou Erdogan, em declarações transmitidas pela TV.

Provocação foi também a palavra usada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que qualificou  dessa forma o assassinato do embaixador do seu país na Turquia, acrescentando que o acto se destinava a minar a retoma de ligações entre Moscovo e Ancara e os esforços para solucionar o conflito na Síria. "O crime que foi cometido é, sem sombra de dúvida, uma provocação destinada a perturbar a normalização das relações turco-russas e o processo de paz na Síria", declarou à TV russa.

Sobre a origem do atentado, fonte oficial da segurança da Turquia afirmou que existem "sinais muito fortes" que o atirador que hoje baleou em Ancara o embaixador russo estava ligado ao grupo islâmico de Fethullah Gulen, opositor ao regime do presidente Erdogan exilado nos Estados Unidos. Fethullah Gulen tem sido também apontado por Erdogan como o rosto por trás da tentativa de golpe de Estado em Julho deste ano.

O próprio presidente turco identificou o autor dos disparos como fazendo parte da polícia anti-motins de Ancara, onde terá permanecido durante dois anos e meio. O atirador foi abatido pelas autoridades turcas.

 O embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, foi alvejado esta segunda-feira, enquanto discursava numa galeria de arte. Karlov não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.

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