A pintura do enorme mural com a sua face num prédio do bairro de Union Square, na zona da baixa de São Francisco, está em curso e deverá estar pronto na próxima semana.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o responsável por esta obra é o muralista argentino Andrés Petroselli, que assina sob o pseudónimo Cobre.

Petroselli, que também fez um famoso mural em honra ao falecido ator Robin Williams, estava à procura de um projeto novo, tendo recebido o apoio da One Atmosphere, organização sem fins lucrativos de cariz ambiental, que forneceu toda a tinta para a pintura.

O artista justificou esta iniciativa à publicação SFGate, dizendo que "as alterações climáticas são reais" e Greta "é incrível e sabe o que está a fazer". "Espero que, como este mural, as pessoas se apercebam de que temos de tomar conta do mundo".

À CNN, Paul Scott, diretor da One Atmosphere, disse que o objetivo era celebrar ativistas climáticos através da arte e, quando a organização pensou em quem homenagear, o nome de Greta foi o primeiro a surgir.

"Se nós amplificarmos a mensagem dela e envolver mais pessoas a ouvir o que ela tem a dizer, então estamos a fazer algo de bom", afirmou.

Até agora, comenta, a resposta tem sido positiva, sendo que as opiniões negativas têm vindo de quem não a reconhece no mural. "Ficam surpreendidos com a imagem e querem aprender mais", sublinhou Scott, acrescentando que se as pessoas "quiserem perder um pouco de tempo para aprender quanto ao que ela está a partilhar, isso terá um impacto".

Este não é o primeiro mural feito em sua honra — em Bristol, no Reino Unido, também existe uma enorme pintura da sua figura, semi-submersa para avisar quanto às alterações climáticas.

Em setembro de 2018, Greta Thunberg iniciou uma greve escolar em frente ao parlamento sueco para exigir medidas contra as alterações climáticas, que inspiraram um movimento global e levaram-na a ser recebida pelos líderes mundiais e a participar de conferências de alto nível.

A adolescente sueca começou um período sabático no verão para viajar para os Estados Unidos e poder participar na cimeira climática realizada no mês passado na sede da ONU em Nova York, bem como na Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que decorre no Chile em dezembro.

A sua recusa em viajar de avião para evitar emissões poluentes, levou a jovem a atravessar o Atlântico num veleiro e a usar autocarros e comboios para viajar nos Estados Unidos.

Recentemente, Greta Thunberg foi homenageada com o chamado Nobel Alternativo pela fundação Swedish Right Livelihood Award e foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz deste ano, que foi entregue ao primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, pela sua iniciativa de resolver o conflito na fronteira entre o seu país e Eritreia.

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