Augusto Santos Silva, que hoje foi ouvido na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, destacou o “interesse especial” de Portugal dada a “densidade e riqueza das relações económicas” com o Reino Unido, que, dentro de dois anos, sairá da União Europeia (‘Brexit’).

Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, no ano passado, o comércio de bens e serviços valeu quase 11 mil milhões e euros, com um saldo comercial superior a 220%, “amplamente favorável a Portugal”.

Londres foi, em 2016, o quarto cliente e o sexto fornecedor de Portugal, que se situou como o 30.º fornecedor e o 31.º cliente dos britânicos.

Por outro lado, o Reino Unido é o primeiro mercado emissor de turismo para Portugal, e em 2016 valeu mais de nove milhões de dormidas.

Santos Silva ressalvou que “o interesse principal” de Portugal está relacionado com os cerca de 500 mil portugueses que residem no Reino Unido, além de acentuar a intenção de preservar a “afinidade atlântica” dos dois países.

“Portugal e o Reino Unido têm a mais velha das alianças bilaterais do mundo”, disse o governante, que acrescentou: “Devemos explicar os pontos que podem dar vantagem a Portugal como uma espécie de âncora que ligue bem o Reino Unido à Europa”.

Santos Silva apontou três exemplos: a “presença muito ativa de estudantes, doutorandos, investigadores, académicos e profissionais qualificados portugueses no Reino Unido”, o projeto Air Center, nos Açores, um centro internacional de investigação atlântica sobre o espaço, clima e oceanos, e que será lançado a 21 de abril, e ainda o projeto de centro de segurança atlântica, que o Governo quer localizar na ilha Terceira.

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