A agência Lusa questionou os partidos com assento parlamentar sobre que tipo de adaptações fariam na campanha, que decorrerá numa altura em que pelo menos 78% da população já está totalmente vacinada.

Pelo PS, o secretário-geral adjunto, José Luís Carneiro, assegurou que todos os candidatos do partido assumirão os cuidados exigidos pela situação pandémica, “tanto por razões de proteção individual dos militantes e candidatos, como por efeito do exemplo de conduta cívica que os partidos políticos não podem deixar de dar aos cidadãos”.

“Sempre que possível, é recomendada a realização de ações ao ar livre, com garantia de distanciamento social, o uso de máscara e a disponibilização de álcool gel, razão pela qual o partido distribuiu máscaras covid certificadas e frascos portáteis de álcool gel [com o logótipo do PS] para todos os candidatos e suas caravanas de campanha”, acrescentou.

Por outro lado, em eventos em espaços interiores será “garantido o devido distanciamento e a utilização de apenas uma parcela dos lugares disponíveis” e, em eventos de maior dimensão, admite-se que possa ser exigido o certificado digital ou realização de teste no local, como foi o caso do Congresso do PS, assegurando-se que todas as iniciativas “respeitam as regras definidas pela Direção-geral de Saúde”.

O PSD recorda que, por as autárquicas exigirem “um grande contacto de proximidade com os eleitores”, propôs o seu adiamento por dois meses para que “pudessem decorrer com todas as condições de segurança para fazer uma campanha que valorizasse a democracia”, mas a proposta foi chumbada no parlamento.

Em resposta à Lusa, os sociais-democratas explicam que as ações de campanha, quando feitas em local fechado, cumprirão as regras da DGS para o distanciamento e “o uso de máscara por todos, em especial pelos candidatos”.

Foi pedido às estruturas locais que, sempre que possível, escolhessem salas com janelas e que tenham atenção à lotação dos espaços “tendo sido também reduzido o número de almoços, jantares e comícios”.

O gabinete de imprensa da CDU afirmou que a coligação (que integra o PCP e os Verdes) privilegiará “o contacto e a ação de esclarecimento direto, garantindo as condições de proteção sanitária no conjunto das suas iniciativas como sempre tem sucedido”.

“É um absurdo fazer comparação com a campanha das presidenciais realizada numa situação de Estado de Emergência, de pressão imensa sobre os cuidados hospitalares e de ausência de vacinas”, refere ainda a coligação.

O Bloco de Esquerda garantiu que adaptará a organização da campanha à evolução da pandemia, “como fez com toda a atividade em todos os momentos, com a certeza de que o sucesso do SNS na vacinação permitirá uma campanha próxima e segura”.

O CDS-PP considerou que, em comparação com as presidenciais, nesta campanha autárquica haverá “mais confiança e segurança, consequência da vacinação”, e recomendará, em eventos de maior dimensão e em recintos fechados, a apresentação de certificado digital ou teste negativo.

A campanha do PAN privilegiará as ações em formato digital, incluindo conferências/conversas online, e de rua em espaços abertos, “onde os elementos do PAN manterão sempre o uso de máscara, até em razão do número de pessoas que poderão estar juntas”.

“Nestas eleições, poderá sentir-se já um alívio relativamente às eleições presidenciais, mas ainda assim, procuraremos que a campanha não descure os cuidados higiossanitários por força da covid-19, de modo a não deitarmos por terra todos os esforços que até aqui têm sido feitos, nomeadamente pela própria população”, referiu o partido Pessoas-Animais-Natureza.

Na resposta à Lusa, o Chega comprometeu-se a “articular todos os eventos com as autoridades de saúde e com as normas em vigor, assumindo a especificidade em cada região” em que decorram as iniciativas de campanha.

Na mesma linha, a Iniciativa Liberal referiu apenas que os eventos do partido “cumprirão as regras que se apliquem nos locais onde tiverem lugar” e defendeu que “na atual situação endémica e com as atuais taxas de vacinação, será possível uma campanha mais próxima das pessoas do que ocorreu nas presidenciais”.

A campanha para as presidenciais de 24 de janeiro decorreu no pico da vaga mais grave em Portugal da covid-19, com os candidatos a realizarem muito menos ações de campanha e com parte delas a decorrer através de meios digitais.

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