O ciclo de 22 debates da televisão pública para as autárquicas de setembro arranca já no próximo dia 23 de agosto, na RTP, com o debate de 50 minutos com os candidatos ao município de Odemira, no distrito de Beja. Este é um dos quatro debates em municípios que não sejam capitais de distrito — tal como Almada, Amadora e Figueira da Foz.

Fonte oficial da Direção de Informação do canal público explicou ao SAPO24 que "a Direção de Informação decidiu acrescentar mais 4 debates aos das capitais de distrito, pela importância da disputa eleitoral nesses concelhos", assim,  "o critério demográfico não foi privilegiado", acrescenta.

Esta decisão deixa de fora, por exemplo, o município de Sintra, o segundo mais populoso do país (que tem em Algueirão - Mem Martins a freguesia com mais habitantes de Portugal), ou Vila Nova de Gaia, o terceiro onde vivem mais pessoas, atrás de Lisboa.

Não estando ainda na lista, também nas ilhas vão acontecer debates — que, apesar de organizados pelos canais regionais, vão passar na RTP3. Segundo a mesma fonte da emissora, "a RTP Madeira e a RTP Açores estão a organizar debates, nomeadamente no Funchal e em Ponta Delgada que serão transmitidos na RTP3, em data e hora a anunciar".

Os debates — exceto os do Porto e Lisboa — terão a duração de 50 minutos e serão transmitidos a partir das 21:30 na RTP3.

Após o debate com os candidatos a Odemira, seguem-se Viana do Castelo, Évora, Bragança, Castelo Branco, Vila Real, Santarém e Viseu, até ao dia 31 de agosto. Já em setembro, o primeiro debate, logo no dia 1, é o de Almada, seguido de Braga, Faro, Guarda, Beja, Figueira da Foz, Amadora, Setúbal, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Leiria, até ao dia 12 (veja a tabela com todas as datas abaixo).

No dia 13 não haverá debate, regressando no dia 14, com os candidatos à câmara municipal do Porto a debater durante duas horas, numa emissão em direto e em simultâneo na RTP1 e na RTP3, a partir das 21:50. O mesmo acontecerá no dia seguinte, 15 de setembro, mas desta vez com os candidatos à câmara municipal de Lisboa.

Estes 22 debates serão moderados por António José Teixeira, Hugo Gilberto, Vítor Gonçalves e Luisa Bastos e acontecem porque “importa conhecer ao pormenor os projetos e as ideias das candidaturas que se apresentam a votos no próximo ato eleitoral para o poder local”, diz a RTP em comunicado.

As eleições para os 308 concelhos e 3.091 freguesias e respetivas assembleias do país estão marcadas para o dia 26 de setembro.

Os casos de Almada, Amadora, Figueira da Foz e Odemira

A RTP selecionou quatro concelhos, para além das capitais de distrito, para trazer a debate. Aqui decorrem algumas das corridas autárquicas menos decididas destas eleições.

Na Figueira da Foz, o regresso de Pedro Santana Lopes à política autárquica é um dos combates mais esperados da noite eleitoral. Santana Lopes, que presidiu à autarquia da Figueira da Foz entre 1998 e 2001, eleito pelo PSD, é de novo candidato, desta vez pelo movimento independente Figueira A Primeira.

O executivo municipal da Figueira da Foz é liderado pelo PS (seis mandatos) contra três do PSD, partido que retirou a confiança política a dois dos seus vereadores.

O atual presidente Carlos Monteiro – que, em 2019, substituiu no cargo João Ataíde, que foi para o governo, vindo a morrer a 2020, quando era deputado – candidata-se pelo PS às eleições agendadas para 26 de setembro, enquanto o PSD aposta em Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

A exemplo de 2017, o CDS-PP candidata Miguel Mattos Chaves e a CDU aposta no oficial de justiça Bernardo Reis, uma estreia em candidaturas à Câmara Municipal, tal como o empresário João Paulo Domingues (Chega).

A aposta dos sociais democratas na polémica advogada e comentadora Suzana Garcia para a câmara da Amadora é outro dos pontos de interesse destas autárquicas. O atual executivo é formado por sete eleitos do PS, dois da coligação Amadora Mais (PSD/CDS-PP), um da CDU e um do BE.

Além da recandidatura de Carla Tavares (PS), foram já anunciadas as candidaturas à câmara da Amadora de Suzana Garcia (PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PDR), António Borges (CDU), Deolinda Martins (BE), José Dias (Chega) e Gil Garcia (MAS).

Em Almada, os olhos estão postos na força da socialista Inês de Medeiros para manter ou reforçar a distância para a CDU. Os socialistas governam atualmente o município de Almada com quatro eleitos, a CDU também tem quatro, o PSD dois e o BE um.

Além de Vítor Pinto, já anunciaram a sua candidatura a Almada a atual presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira (CDU), Joana Mortágua (BE), Manuel Matias (Chega), Bruno Coimbra (IL) e Nuno Matias, que avançará por uma coligação PSD/CDS-PP/Aliança/PPM/MPT.

E em Odemira, o atual executivo municipal, liderado pelo socialista José Alberto Guerreiro, que cumpre o terceiro mandato e não se pode recandidatar, é composto por cinco eleitos do PS e dois da CDU. Correm a este concelho Hélder Guerreiro (PS), Sara Ramos (CDU), Arménio Simão (PSD/CDS-PP), Pedro Gonçalves (Bloco de Esquerda), Pedro Pinto Leite (Iniciativa Liberal) e Rui Areias (Chega).

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