A Top Glove registou um aumento da procura desde o início da pandemia da covid-19, quando os países se apressaram a comprar e armazenar equipamentos de proteção, o que fez crescer os seus lucros.

Enfrenta agora um aumento de casos do novo coronavírus entre os empregados - muitos dos quais são trabalhadores migrantes mal pagos - das suas fábricas numa área industrial próxima da capital malaia, Kuala Lumpur.

Mais de 1.000 casos foram registados hoje, levando o governo a ordenar o encerramento das fábricas.

“Seguindo o conselho do Ministério da Saúde, foi decidido hoje numa reunião especial encerrar 28 fábricas da Top Glove (…), por etapas, para permitir aos trabalhadores realizarem testes e uma quarentena”, indicou o ministro da Defesa, Ismail Sabri Yaakob, sem precisar quando se iniciarão os encerramentos.

O grupo possui 47 oficinas, 41 das quais na Malásia, e muitos dos seus empregados são do Nepal e vivem em complexos de dormitórios superlotados.

A Top Glove, que pode produzir 70 mil milhões de luvas por ano, não respondeu aos pedidos de comentário.

A Malásia enfrenta a chegada de uma segunda vaga da pandemia do novo coronavírus, que até agora infetou mais de 56.000 pessoas no país, 337 das quais morreram.

A pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019 na China, provocou pelo menos 1.388.590 mortos resultantes de mais de 58,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço da agência France-Presse.

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