A aeronave, um A400M, vai partir na quarta-feira de manhã, pelas 09:15, do aeródromo militar de Figo Maduro, em Lisboa, com dez toneladas de material de apoio militar de emergência das Forças Armadas portuguesas e seis toneladas de material de ajuda humanitária no âmbito do apoio da Autoridade Nacional de Proteção Civil, GNR e Cruz Vermelha.

“Neste voo seguem, igualmente, vacinas para sarampo, tifoide e cólera, bem como 600 doses de cada uma das seis vacinas identificadas como prioritárias e disponibilizadas pelo Hospital das Forças Armadas e pelo Laboratório Militar do Exército”, refere o EMGFA em comunicado.

O documento acrescenta que as vacinas serão administradas já a partir de sexta-feira pela equipa médica do Exército português, que integra a força de reação imediata, à comunidade portuguesa residente e, “na capacidade excedente, à população moçambicana”.

“Este trabalho de vacinação está a ser realizado em apoio ao consulado português e às autoridades de saúde da Beira”, salienta.

A aeronave espanhola foi disponibilizada para apoio a Portugal, no seguimento de um pedido efetuado, durante o fim de semana, pelo EMGFA às Forças Armadas de Espanha.

O avião tem chegada prevista à cidade da Beira na quinta-feira, pelas 18:00 (16:00 em Lisboa).

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afetado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira, a mais atingida.

As autoridades moçambicanas adiantaram que o ciclone afetou cerca de 800 mil pessoas no país, mas as Nações Unidas estimam que 1,8 milhões precisam de assistência humanitária urgente.

Entre os danos materiais, as autoridades moçambicanas registam mais de 90 mil habitações atingidas, das quais 50.619 ficaram totalmente destruídas, 24.556 parcialmente destruídas e 15.784 inundadas.

Foram ainda danificadas ou destruídas 3.202 salas de aulas, afetando 90.756 alunos, bem como 52 unidades de saúde.

Quase 500 mil hectares de terras ficaram inundadas.

Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, o Idai atingiu a Beira no dia 14 de março com chuva forte e rajadas de vento de 180 a 220 quilómetros por hora.

No Zimbabué, as vítimas mortais registadas são 259, há 186 feridos contabilizados e 4.500 deslocados, num total de 270 mil pessoas atingidas pelos efeitos do Idai.

No Maláui, o balanço mantém-se inalterado, nos 59 mortos, além de 672 feridos, 86 mil deslocados, e 868.900 pessoas afetadas.

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