Catarina Martins falava aos jornalistas na sede do BE, em Lisboa, já depois das declarações do secretário-geral do PS e primeiro-ministro indigitado, António Costa, após uma reunião de mais de uma hora entre as duas equipas negociais de bloquistas e socialistas.

"O Bloco de Esquerda apresentou, nesta reunião, a proposta de um caminho para um entendimento que possa ser plasmado no programa de Governo, que garanta estabilidade à vida das pessoas e portanto reforce uma solução política de horizonte legislatura com as medidas que todo o país conhece porque eu as anunciei publicamente", começou por dizer.

Segundo Catarina Martins, BE e PS debateram as "possibilidades de caminho", tendo os bloquistas apresentado um proposta "para um entendimento inicial que possa estar plasmado nesse programa de Governo", o que seria na sua opinião "garantia de trajetória de recuperação de rendimentos e direitos para quem vive do seu trabalho em Portugal".

"Julgo que foi uma reunião importante, foi uma reunião muito franca", respondeu a líder bloquista, deixando claro que o BE não fecha a porta a, caso esse caminho não seja possível, se negociarem medidas caso a caso.

A líder do BE adiantou ainda que o processo negocial hoje iniciado “continuará nos próximos dias”.

“O Bloco de Esquerda mostrou claramente a sua disponibilidade para um entendimento inicial que esteja desde logo plasmado no programa de Governo e que garanta a recuperação de salários, de direitos em Portugal”, insistiu.

Catarina Martins reiterou ainda que “o BE não fará parte do Governo”, tal como já tinha dito na noite das eleições, uma vez que “o equilíbrio de forças, os votos que tivemos não abrem esse caminho”.

“É um outro caminho, a capacidade de termos um acordo que esteja plasmado no programa de Governo desde a primeira hora, como tivemos há quatro anos, e que portanto dê garantias de estabilidade ao país de recuperação dos seus rendimentos ou, caso não seja possível este entendimento inicial, então iniciarmos um outro caminho para análise do próximo Orçamento do Estado e da legislação mais importante”, detalhou.

A reunião na sede do BE começou com quase 20 minutos de atraso, tendo a comitiva do PS sido recebida já no “hall” de entrada do edifício da Rua da Palma, em Lisboa, pela equipa negocial escolhida pelos bloquistas: a coordenadora Catarina Martins, o líder da bancada parlamentar Pedro Filipe Soares, e os dirigentes Mariana Mortágua e Jorge Costa.

Depois, ambas as comitivas subiram até ao primeiro andar da sede do BE para uma reunião que demorou mais de uma hora e no final da qual falaram aos jornalistas separadamente.

(Notícia atualizada às 21h20)

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