A Comissão Europeia propôs HOJEum orçamento plurianual para a União Europeia para o período 2021-2027 de 1,279 biliões de euros, equivalente a 1,11% do rendimento nacional bruto da UE a 27 (já sem o Reino Unido), que prevê cortes que podem atingir os 7% na Política de Coesão e os 5% na Política Agrícola Comum (PAC).

No parlamento, a deputada do BE Isabel Pires começou por sublinhar que "a política europeia está a seguir um caminho completamente errado" uma vez que vai "passar a ser uma União Europeia menos solidária e mais fechada do ponto de vista militar", voltando "à ideia da Europa Fortaleza".

"Importa neste momento perceber que o país sairá prejudicado com os cortes que estão anunciados para a coesão e para a PAC", avisou.

Relativamente "às políticas que importam e que interessam à vida das pessoas", continuou a deputada bloquista, há "cortes grandes e substanciais na área da coesão e na PAC, ao mesmo tempo que são criadas novas rubricas", nomeadamente uma rubrica sobre defesa.

"Mais militarização e uma rubrica de controlo de fronteiras, que são as duas políticas que a Europa não precisa, especialmente porque estamos a retirar da coesão para uma maior militarização e, portanto, quem vai ganhar é a indústria do armamento", criticou.

O BE está ainda preocupado com a existência de "uma escolha por pacotes de reformas que poderão ser acessíveis ao nível do investimento pelos países de acordo com determinadas políticas que estão ligadas intimamente ao semestre europeu".

"E já sabemos que isso significa uma política de cortes, uma política de troika que toda a gente rejeitou e foi precisamente por irmos contra essas mesmas políticas que tivemos crescimento", avisou.

Questionada sobre a responsabilidade do executivo liderado por António Costa, Isabel Pires defendeu que "eventualmente isto terá de ter sido uma decisão mais unânime do que propriamente apenas um erro de negociação do Governo português", recordando que "esta possibilidade de corte já pairava há bastantes meses".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, classificou hoje como "um mau começo" a proposta apresentada pela Comissão Europeia para este orçamento comunitário após 2020, mas prometeu uma "atitude construtiva para o processo acabar bem".

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