Segundo Lotte Moeyaert, codiretor do projeto, trata-se de uma forma de as autoridades belgas honrarem e homenagearem os civis e militares mortos no primeiro conflito mundial do século XX — a II Grande Guerra decorreu entre 1939 e 1945.

As miniaturas de soldados e civis, cada uma do tamanho de um punho fechado, já começaram a preencher a chamada “zona de ninguém”, assim chamada por delimitar as trincheiras britânica e alemã.

A “operação” começou em 2014, quando estudantes, artistas e turistas começaram a frequentar “workshops” em todo o mundo e sobretudo em Ypres, onde se registou uma das maiores carnificinas do conflito.

Cada figura é completada com uma etiqueta que inclui os nomes da vítima e do artista que criou a peça, o que, em certo sentido, liga o passado e o presente, referiu Moeyaert.

“Fazer estas peças é uma boa maneira de ficar a saber e de lembrar os soldados que combateram na guerra. Não foi muito agradável para eles. Se nós aprendermos com os nossos erros talvez o mundo se possa tornar melhor”, disse Bethany Kibutu, 12 anos, que frequentou um “workshop” em Ypres e que reside em Sheffield, Inglaterra.

A exposição abre a 30 deste mês e encerrará em novembro, altura em que terminam as comemorações do centenário do armistício (11 de novembro de 1918), devendo depois ser mostrada noutros pontos do mundo.

“Só a criação das peças já serviu para juntar as pessoas para refletir em torno do conflito. Tivemos pessoas, famílias, grupos e estudantes a criar as peças. Pôr as mãos no barro levou-os a acreditar que estão a participar em algo muito maior”, concluiu Moeyaert.

Os dois últimos sobreviventes da Grande Guerra, o norte-americano Frank Buckles e o britânico Claude Choules, morreram ambos em 2011.

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