A falta de acordo entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores devido à contagem do tempo de carreiras dos docentes também foi trazida ao debate quinzenal pela líder bloquista, que falou de surpresa "pela chantagem inédita do Ministro da Educação", Tiago Brandão Rodrigues, ao dizer que ou "os sindicatos aceitam a proposta do Governo ou os professores não recuperarão qualquer tempo de serviço congelado".

"É muito grave e é bom que o senhor primeiro-ministro aqui ponha novamente em funcionamento o Governo regularmente com o parlamento e com os parceiros", desafiou Catarina Martins, considerando que "onde o Governo fala de negociação, neste momento o país só vê prepotência".

Na resposta, António Costa garantiu não haver "nem prepotência nem chantagem" nesta questão dos professores, explicando que o impacto da proposta apresentada pelos sindicatos é de "600 milhões de euros", o que "não é comportável".

O primeiro-ministro explicou que "o Governo apresentou uma proposta em março que previa a contagem em dois anos, nove meses e 18 dias", o que significava mais 170 milhões de euros só em 2019, mas que a resposta dos sindicatos "foi sempre a mesma", ou seja, a exigência da contagem do tempo total, "numa posição intransigente".

"Nós não podemos fazer nada nem há contraproposta para avançarmos. É esta tão simplesmente a situação em que nos encontramos", sintetizou, considerando que o ónus de apresentar propostas não é só de uma das partes.

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