Numa intervenção transmitida ao vivo nas redes sociais, na quinta-feira, Bolsonaro chamou repetidamente de “canalha” e de “sem vergonha” Moraes, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o órgão responsável pela organização das eleições.

Segundo a imprensa brasileira, Moraes ordenou o levantamento do sigilo das contas bancárias do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, assessor de Jair Bolsonaro.

A ordem surgiu no âmbito de uma investigação a um suposto desvio de dinheiro público para assuntos privados da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Seja homem uma vez na vida, Alexandre, e espalhe os valores (…) e se forem atípicos, mostre os valores”, disse Bolsonaro.

O Presidente brasileiro lembrou que Moraes tem vínculos políticos com Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente do antigo chefe de estado Luiz Inácio Lula da Silva.

“Alexandre, você tem todo um passado no governo Alckmin e por isso quer um presidente refém. Você abusa do poder com baixeza”, disse Bolsonaro.

Moraes foi secretário de Segurança Pública de São Paulo enquanto Alckmin era governador deste estado brasileiro.

Os insultos de Bolsonaro surgiram horas depois de uma nova sondagem de opinião do instituto Datafolha ter revelado que Lula da Silva poderá vencer logo à primeira volta as eleições presidenciais, que se realizam no domingo.

Bolsonaro garantiu que as sondagens estão “erradas” e que conta com o apoio popular, sublinhando as enormes mobilizações de rua durante os seus eventos de campanha.

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