O anúncio foi feito durante uma audição parlamentar a Ernesto Araújo na câmara baixa do Congresso, com o chefe da Diplomacia brasileira a garantir que o país já está a mobilizar ajuda para Moçambique.

“Já mobilizamos 100 mil euros em favor de Moçambique. Nas próximas 48 horas estamos enviando um avião com ajuda humanitária, basicamente assistência médica e uma equipa de bombeiros para contribuir com o trabalho que está sendo realizado em Moçambique”, disse o ministro.

“Veremos o que mais podemos fazer, inclusive explorando a possibilidade de cooperação triangular, ou seja, sabemos que carecemos de recursos, mas temos a capacidade operacional para fazer ações. Podemos mobilizar outros países, por exemplo, os Estados Unidos, para oferecer mais ajuda a Moçambique”, acrescentou.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afetado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira, a mais atingida.

As autoridades moçambicanas adiantaram que o ciclone afetou cerca de 800 mil pessoas no país, mas as Nações Unidas estimam que 1,8 milhões precisam de assistência humanitária urgente.

Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, o Idai atingiu a Beira no dia 14 de março com chuva forte e rajadas de vento de 180 a 220 quilómetros por hora.

No Zimbabué, as vítimas mortais registadas são 259, há 186 feridos contabilizados e 4.500 deslocados, num total de 270 mil pessoas atingidas pelos efeitos do Idai.

No Maláui, o balanço mantém-se inalterado, nos 59 mortos, além de 672 feridos, 86 mil deslocados, e 868.900 pessoas afetadas.

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