Os projetos em causa ajudarão o país a enfrentar a maior crise hídrica dos últimos 90 anos.

A Aneel (órgão regulador), num leilão extraordinário convocado para a concessão de licenças de emergência de geração de energia elétrica de fontes eólica, solar, térmica e de biomassa, escolheu 17 propostas que têm uma capacidade instalada somada de 1.221 megawatts de potência e podem gerar em média 775,5 megawatts.

Os contratos preveem a construção de 14 centrais termoelétricas alimentadas a gás natural, dois parques solares e uma central térmica alimentada a biomassa (resíduos de madeira) em oito das 27 unidades federativas do Brasil, entre as quais São Paulo e Rio de Janeiro.

As centrais térmicas a gás natural, fonte menos poluente e mais económica do que o carvão, serão responsáveis por cerca de 99% da energia contratada e estarão localizadas nos Estados do Rio de Janeiro (6), Espírito Santo (3), Mato Grosso do Sul (2), Paraná (1), São Paulo (1) e Santa Catarina (1).

Os novos projetos exigirão investimentos de 5,2 mil milhões de reais (cerca de 810 milhões de euros) até 2025.

A licitação visa suprir parte da energia que o país necessitará a partir de 2022 diante da atual crise hídrica que atravessa, a maior dos últimos 90 anos e que reduziu a patamares históricos o nível das águas das barragens que alimentam as principais hidroelétricas do Brasil.

Diante da expectativa de redução na geração das hidroelétricas, responsáveis por 65% da energia produzida no país, a Aneel optou por contratar projetos de emergência com outras fontes.

“Os contratos contribuirão para o fortalecimento do sistema e permitirão a recuperação dos níveis das barragens das hidroelétricas, com preços inferiores aos praticados atualmente por essas mesmas fontes”, explicou o Ministério de Minas e Energia em comunicado.

As taxas médias propostas pelos vencedores ficaram 1,2% abaixo do mínimo estipulado pelo regulador.

Segundo o Ministério, a tarifa média das centrais termoelétricas contratadas é de cerca de 685 reais (106 euros) por megawatt/hora, o que equivale a um terço da tarifa cobrada pelas térmicas que foram autorizadas a operar na atual situação de emergência para suprir a crise hídrica.

A empresa que teve mais contratos foi a Evolution Power Partner (EPP), que será responsável por 43% da energia gerada e cujo diretor, Rafael Rangel, explicou que os geradores de gás propostos são muito menores do que os construídos para disputar leilões para contratos a longo prazo, para que possam ser configurados e colocados em operação mais rapidamente.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.