"Eu acredito que muito provavelmente estaremos a entrar progressivamente no retorno à normalidade se não nas próximas horas, pelo menos nos próximos dias (...) E há uma disposição do Presidente [Michel] Temer de colocarmos à disposição do Espírito Santo tudo aquilo que for necessário para que a normalidade se restabeleça naquele Estado", disse o governante brasileiro.

Raul Jungmann, respondia aos jornalistas ao lado do seu homologo português, Azeredo Lopes, no final do primeiro dia de programa do I Diálogo da Indústria de Defesa de Portugal e do Brasil que está a decorrer no Porto, sendo que para sexta-feira estava agendada uma visita à Embraer, empresa brasileira ligada à aeronáutica que tem unidades em Évora, tendo esta sido cancelada.

Questionado sobre se o cancelamento se prendia com a situação de instabilidade no Espírito Santo, e depois de quarta-feira o governador interino daquele estado brasileiro ter dito que necessita de mais militares para lidar com a greve de polícias e a onda de violência que já fez dezenas de mortos, Raul Jungmann admitiu querer "estar próximo dos acontecimentos".

"Efetivamente a situação no Brasil cobra a nossa presença lá. Sinto-me melhor estando mais próximo para acompanhar os acontecimentos no meu país", disse o ministro da Defesa do Brasil.

Os assassinatos na capital do Estado, Vitória, e noutras cidades, começaram quando amigos e familiares dos agentes da polícia militar bloquearam os quartéis no fim de semana para exigir melhores salários, o que impediu o patrulhamento das ruas.

A polícia militar brasileira patrulha as cidades do país e está proibida por lei de fazer greve.

Raul Jungmann vincou hoje que "a população do Espírito Santo se tem manifestado contra a greve branca que está a decorrer no Estado" e falou "alguns interesses relacionados à oposição local do Estado que vêm criando dificuldades".

"A nossa expectativa é que retome a normalidade. Já reforçamos [os meios]. Originalmente deslocamos para lá 1.000 homens das Forças Armadas e aproximadamente 200 das Forças Nacional de Segurança e agora, só no que diz respeito às Forças Armadas, elas já superam 2.000", disse o governante.

O ministro somou o envio de blindados e grupos de elite com fuzileiros e paraquedistas e disse terem sido deslocados dois generais e feita uma tran

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