Cressida Dick, que é dos mais graduados oficiais de polícia do país, considerou que uma saída sem acordo poria em risco o acesso às bases de dados criminais da União Europeia e dificultaria a extradição de suspeitos do estrangeiro.

"Seria muito difícil no curto prazo. Teríamos de substituir algumas das coisas que atualmente usamos em termos de acesso a bases de dados, bem como a forma como podemos extraditar e prender suspeitos rapidamente", disse, citada pela comunicação social do Reino Unido.

Cressida Dick adiantou que será preciso substituir o acesso a essas bases de dados "o mais eficientemente possível".

"Será indubitavelmente mais caro, mais moroso e aumentará potencialmente os riscos para a segurança pública", acrescentou.

A responsável da Metropolitan Police disse ainda estar em conversações com as outras forças policiais na Europa sobre eventuais planos de contingência e manifestou a esperança de que seja possível ao Reino Unido implementar sistemas de combate ao crime como aqueles de que dispõe e a que tem acesso atualmente.

O acordo de saída da UE esteve para ser votado a 11 de dezembro, mas a primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu adiar o voto dada a elevada probabilidade de ser chumbado por uma “margem significativa” na Câmara dos Comuns.

Um novo debate no parlamento britânico sobre o acordo de ‘Brexit’ está agora previsto para começar a 09 de janeiro, estando a votação marcada para a semana de 14 a 18 de janeiro.

O Reino Unido deverá sair da União Europeia em 29 de março de 2019.

Depois do ‘Brexit’, o país deixará de ser membro das agências europeias Europol e Eurojust e do Sistema Europeu de Mandados de Detenção, que permite aos países membros acelerar a extradição de suspeitos e condenados.

O acordo sobre as relações futuras compromete os dois lados a estabeleceram planos recíprocos para tentar harmonizar a aplicação da lei e a cooperação judicial.

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