Dotado de uma excelente localização, a aquisição do imóvel e da área circundante representa um investimento do Município de 150 mil euros, destacando-se as grandes dimensões do edificado e a proximidade às principais vias rodoviárias que ligam a Batalha a Fátima e a Porto de Mós, refere uma nota de imprensa.

A construção da residência para estudantes deverá ter o apoio do programa IFRRU 2020, "que é mais vantajoso do ponto de vista da reabilitação do edifício", disse à agência Lusa o presidente Paulo Batista Santos.

"Estamos a falar de um edifício histórico que é elegível no âmbito do IFRRU 2020. A nossa região de Leiria e sobretudo o Instituto Politécnico de Leiria têm uma taxa de cobertura [alojamento] muito pequena face às camas disponíveis para os estudantes deslocalizados. Os dados apontam para rácio de cobertura dos alunos deslocados face às camas disponíveis de apenas 14%", acrescentou.

Paulo Batista Santos afirmou que foi assumido pelo Município da Batalha um compromisso com o Politécnico de Leiria para "reforçar a resposta para acolher esses estudantes, sobretudo aqueles estudantes estrangeiros que não têm resposta em Leiria".

"Interessa-nos trazer o ensino superior para a Batalha, porque, além de ficarem na residência, vão ter um espaço para trabalho e para desenvolvimento de trabalhos científicos. Isso para nós é muito importante, porque aproxima os nossos jovens a outras oportunidades de interação com esta juventude e que potencia trabalhos até conjuntos no quadro do Erasmus e outros programas europeus, que permite a mobilidade entre estudantes", frisou o autarca.

Este projeto, em conjunto com o alojamento criado no edifício municipal ‘Gens', já em fase de execução, vai permitir a oferta de "cerca de 60 alojamentos" para estudantes do Politécnico.

Segundo uma nota de imprensa, o imóvel em causa e o terreno adjacente contam com uma forte carga histórica para os batalhenses, atendendo às diversas utilizações que o edifício registou ao longo dos anos, com especial destaque para o período do pós 25 de Abril, onde ali foram acolhidas algumas das famílias regressadas das ex-colónias ultramarinas.

O mesmo imóvel já havia sido utilizado aquando da origem da Empresa Mineira do Lena, entidade responsável pela gestão do Couto Mineiro do Lena, tendo servindo, inclusivamente, de residência aos encarregados das Minas das Barrojeiras, acrescenta a nota.

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