A lista de refugiados inclui jornalistas, ativistas dos direitos humanos, funcionários do Governo e membros de minorias religiosas.

O ministro da imigração do Canadá, Marco Mendicino, anunciou a disponibilidade algumas semanas após o Canadá ter prometido admitir vários milhares de intérpretes afegãos e outros trabalhadores locais, juntamente com as suas famílias, que eram empregados pelas autoridades canadianas.

A medida anunciada a 23 de julho tinha sido criticada por antigos grupos militares e de comunicação social como insuficiente face ao grande número de afegãos que trabalham para o corpo militar e diplomático canadiano no Afeganistão desde 2001.

Até agora, quatro voos com antigos tradutores afegãos e suas famílias já chegaram ao Canadá. As autoridades canadianas recusaram-se a fornecer pormenores sobre quantas pessoas já se encontram no país e quantas planeiam ainda retirar.

Durante a conferência de imprensa em que Mendicino anunciou o programa de acolhimento, o Ministro da Defesa canadiano, Harjit Sajjan, confirmou que as forças especiais canadianas estão a operar no Afeganistão, mas recusou-se a dar pormenores sobre a missão.

Hoje, vários meios de comunicação social noticiaram que as forças especiais canadianas estavam preparadas para ajudar na retirada do pessoal diplomático canadiano em Cabul se os Talibãs mantiverem a sua ofensiva e ameaçarem tomar a capital afegã.

Além disso, a televisão Global News informou que um grupo de afegãos que trabalharam para o Governo canadiano, juntamente com as suas famílias, refugiaram-se na embaixada de Otava em Cabul, na esperança de serem retirados.

Vários meios de comunicação social indicaram também que a embaixada canadiana em Cabul fechou as portas e não está a processar os pedidos de refúgio afegãos.

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