O cancro pediátrico é um problema de saúde pública e a primeira causa de morte por doenças em crianças na Europa. Em Portugal, uma criança em cada cinco não se cura e dois terços dos sobreviventes viverá com efeitos colaterais a longo prazo: problemas cardíacos, cancros secundários, problemas cognitivos, cegueira, amputações, problemas de fertilidade, entre outros.

Um dos temas em cima da mesa é saber quantas crianças e adolescentes são tratadas em ensaios clínicos. Porquê? Porque, no tratamento do cancro infantil, os medicamentos utilizados não foram testados em crianças, mas sim em adulto e um dos grandes desafios é a investigação que permitirá trazer novos tratamentos e medicamentos. "Só assim crianças e jovens com doença oncológica poderão usufruir de tratamentos adequados, menos tóxicos e com menos efeitos secundários e tardios", escreve a Acreditar que se associou à ASPIC, à FROC e à SHOP, bem como a um conjunto de profissionais desta área, para promover o seminário “Investigação em cancro pediátrico: Onde estamos? Para onde vamos?”que tem lugar amanhã, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Na mesma sessão serão também apresentados os resultados nacionais de dois inquéritos que dão a visão dos doentes e pais e a dos médicos e investigadores.

O seminário conta ainda com a participação da atual presidente do SIOP Europa professora Pamela Kearns, que falará sobre a situação da investigação no continente europeu. Anne Goëres da Associação de Pais Luxemburguesa falará também sobre o papel fundamental das associações de pais na promoção da investigação.

 "Mais investigação é mais cura e melhor sobrevivência", sublinha a organização.

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