Em declarações à agência Lusa à saída da VII Convenção Nacional da IL, na qual teve 44% dos votos dos liberais, mas foi derrotada pelos 51,7% de Rui Rocha – o terceiro candidato José Cardoso teve 4,3% - Carla Castro defendeu que o seu resultado prova que a candidatura da sua lista “era precisa”.

“Acho que saímos daqui um partido mais forte, mais robusto, com mais ideias. O partido não vai voltar a ser o mesmo e tenho um orgulho enorme daquilo que nós fizemos e agora como tinha dito - e como pusemos um cartaz à porta da convenção - no dia seguinte estaríamos todos juntos porque a nossa luta é lá fora, é contra o Governo, o estado de estagnação do país e o país precisa dos liberais e das políticas liberais”, assegurou.

Recusando a ideia de um partido dividido porque os “liberais gostam de concorrência, pluralidade e diversidade” e de debate de ideias, a candidata defendeu que a convenção “foram dois dias muito ricos”.

À pergunta se será oposição interna a partir de hoje, Carla Castro foi perentória: “claramente não”.

“A minha oposição, de uma forma muito clara, é ao Governo e ao estado de estagnação do país. Qualquer que fosse o resultado nós temos que estar unidos”, enfatizou.

Por isso, Carla Castro garantiu que o novo líder poderá contar consigo, garantindo que não tem “crispações” e que vai “continuar a trabalhar de forma construtiva e com soluções”.

Sobre uma eventual candidatura no futuro, a deputada respondeu que é “tudo muito precoce”, mas que “hoje foi uma boa batalha”.

“Eu sei as condições em que concorri e sei a improbabilidade que seria de ganhar. Os 44% eu sinto que é uma vitória enorme de adesão às ideias”, enfatizou.