O atentado "é a tristeza sobre o que se está a passar no mundo em relação ao terrorismo, penso que vamos ter que viver com estas situações durante muitos anos e isso mostra mais uma vez a importância da partilha de informação", afirmou Carlos Moedas, em declarações aos jornalistas, em Beja.

Segundo o comissário, "aquilo que os populistas dizem, que é ‘se fecharmos as fronteiras vamos deixar de ter terrorismo’, não é verdade", porque "não vamos conseguir resolver o problema do terrorismo a fechar fronteiras e com uma política de isolacionismo".

"Aquilo que temos de fazer é partilhar mais informação" entre Governos e polícias para haver "mais informação sobre quem são estes criminosos", explicou, referindo que também "temos de ter uma capacidade de não reagir emocionalmente".

"Obviamente, as emoções vêm à flor da pele quando vemos que crianças e jovens são mortos numa situação dramática, atroz, cobarde, mas vamos ter que ter a capacidade de pensar o que que queremos da Europa", salientou.

Segundo Carlos Moedas, é necessário "uma Europa que possa resolver estas situações a nível global e a nível europeu, porque elas não se vão resolver a nível dos países" e "é mais uma razão para acreditar no projeto da Europa".

Mas "temos de dar poderes à Europa para fazer isso", defendeu, frisando que o ‘velho continente’ demorou "muitos anos apenas para conseguir ter um verdadeiro registo de passageiros nos aviões" e terá "também que ter um registo de entradas e saídas na Europa".

"É a partir dessa partilha de informação que vamos conseguir resolver e não em termos populistas de tentar fechar as fronteiras, porque isso não vai resolver absolutamente nada", até porque "muitos dos terroristas, normalmente, não vêm de fora", frisou.

Muitos dos terroristas estão dentro, têm passaporte ou são nacionais dos países onde acontecem atentados e "convertem-se hoje em dia pela Internet", explicou, sublinhado que o terrorismo "não tem a ver com religião, tem a ver com crime e barbárie".

Pelo menos 22 pessoas morreram e 59 ficaram feridas numa explosão na Arena de Manchester, no norte da Inglaterra, na segunda-feira, no final de um concerto da cantora Ariana Grande, segundo o balanço mais recente da polícia.

O comandante da polícia de Manchester, Ian Hopkins, disse que as autoridades suspeitam que o responsável foi um homem apenas, que morreu na explosão e que "transportava um engenho explosivo improvisado, que detonou, causando esta atrocidade".

As autoridades britânicas estão a tratar este caso como um "incidente de terrorismo".

O atentado foi entretanto reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

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