“Acho que vamos ganhar, porque Aveiro tem algo que a diferencia de todos as outras opções. Aveiro tem esta diferença que é a ligação extraordinária que tem entre a arte, a ciência e a inovação”, disse Carlos Moedas, que foi escolhido para presidir à Comissão de Honra do projeto Aveiro 2027.

Na sessão, que decorreu ao final da tarde no Teatro Aveirense e que foi transmitida em direto pela internet, Moedas disse que aceitou o convite feito pelo presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, devido a uma relação de amizade com aquele que “vem de longe”.

“Eu disse-lhe imediatamente que sim - só tinha de confirmar com a Comissão Europeia se não tinha para aqui algum problema de conflito de interesses. Mas o meu coração está aqui e está exatamente por essa razão pessoal”, disse o antigo comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação.

Ribau Esteves, que anunciou a escolha, descreveu Carlos Moedas como "um português muito português e um europeu muito europeu".

"É daqueles portugueses que ajudou a gerir a pátria em momentos muito difíceis do seu passado recente e ajudou a gerir a Europa em momentos muito difíceis do seu passado recente ajudando Portugal e a Europa a crescer e a serem maiores e melhores”, disse Ribau Esteves.

A sessão serviu para apresentar os órgãos que constituem a estrutura de gestão responsável pela candidatura de Aveiro a capital Europeia da Cultura em 2027.

O Conselho Estratégico será formado por uma centena de entidades, das mais diversas áreas temáticas, públicas e privadas, que “vão contribuir para o desenho da candidatura” e a comissão executiva será liderada por José Pina, diretor do Teatro Aveirense e assessor cultural.

Além de Aveiro há mais nove cidades portuguesas (Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Leiria, Guarda, Oeiras e Viana do Castelo) que já manifestaram intenção de se candidatar à capital Europeia da Cultura 2027, que decorrerá em simultâneo em Portugal e na Letónia.

Apesar de algumas destas cidades já terem divulgado detalhes dos seus planos estratégicos, nenhuma candidatura foi apresentada, porque o procedimento formal ainda não foi aberto.

Segundo o Ministério da Cultura, “a escolha da cidade vencedora será feita por um júri composto por dez peritos independentes, nomeados por instituições europeias, e para o qual Portugal escolherá dois elementos entre janeiro e junho do próximo ano”.

A vencedora será anunciada em 2023.

No passado, Portugal recebeu o título de Capital Europeia da Cultura três vezes, pela cidade de Lisboa, em 1994, do Porto, em 2001, e de Guimarães, em 2012.

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