O porta-voz da Guarda Civil (correspondente à GNR em Portugal) de Logrono, capital da comunidade autónoma de La Rioja disse hoje à agência Lusa que se trata de um casal, o homem de 41 anos e a mulher de 42, que foram detidos em Hormilleja (arredores de Logrono) como alegados autores, em diferentes graus, de um “crime contra os direitos dos trabalhadores” e outro “crime de maus-tratos”.

Os suspeitos aliciavam e transferiam para La Rioja cidadãos de diferentes nacionalidades e em risco de exclusão social, com o único objetivo de os explorar como trabalhadores sazonais em diferentes campanhas agrícolas.

A investigação da polícia descobriu, por exemplo, a situação “extremamente precária” de pessoas de 48 e 32 anos, naturais do Brasil e da Roménia, que viviam no subsolo das casas dos seus empregadores “em condições precárias e insalubres, sofrendo ameaças e por vezes agressões físicas”, segundo comunicado da Guarda Civil.

A força de segurança também sublinha que a situação destes trabalhadores se agravou desde o início do estado de emergência (15 de março), devido à pandemia de covid-19, “por não poderem trabalhar ou receber qualquer salário, por terem de se alimentar com os restos de alimentos deixados pelos seus empregadores, ou com a ajuda de vizinhos e serviços sociais”.

Os dois portugueses captavam as suas vítimas em Madrid, através de “mentiras e da falsa promessa” de um emprego decente em La Rioja, com um bom salário, seguro de saúde, alojamento e refeições.

Uma vez em La Rioja, a estes trabalhadores eram impostos “descontos exorbitantes” no seu salário para pagar o alojamento e a alimentação e, por vezes, não recebiam qualquer salário pelo seu trabalho.

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