A espanhola Iberdrola apresentou hoje, em Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, o Sistema Eletroprodutor do Alto Tâmega que incluiu a construção de três barragens: Daivões, Gouvães e Alto Tâmega.

As barragens deverão estar concluídas em 2023 e o maior volume de trabalhos concentra-se entre os anos 2018 e 2020.

A nível local já se sentem os efeitos da obra a nível da criação de emprego, da restauração e até de arrendamentos de quartos e casas.

António Lima, 50 anos e natural de Vila Pouca de Aguiar, conseguiu emprego perto de casa à boleia das barragens. É manobrador do “jumbo, a máquina que está a fazer a escavação dos túneis que vão servir a barragem de Daivões e antes estava a trabalhar em Viseu.

“Precisamente por ser mais perto de casa é que vim para aqui trabalhar. Assim posso ir todos os dias a casa e estar com a família”, salientou.

Tiago Reis, de 34 anos e de Lamego, também está a trabalhar nos túneis de Daivões, uma oportunidade de trabalho que lhe permitiu regressar do Chile para Portugal.

“Foi um bom regresso a casa depois de três anos fora, onde trabalhava com a mesma empresa construtora”, salientou.

A Iberdrola frisou que, em pico de obra, o empreendimento deverá dar emprego direto a 3.500 trabalhadores e ainda permitirá criar 10.000 postos de trabalho indiretos.

Neste momento trabalham neste empreendimento 500 trabalhadores, dos quais cerca de 200 foram contratados localmente.

Domingos Teixeira, presidente da Junta de Santa Marinha, no concelho de Ribeira de Pena, frisou que na sua freguesia é possível ver já “um grande movimento” com a obra e frisou que “os impactos são já muitos também”

“Já não há mais casas para alugar, nota-se mais gente nos restaurantes, há pessoas que já conseguiram lá emprego, ainda não muitas mas já se vai notando pouco a pouco, e há muitas mais pessoas a andarem por aqui”, frisou.

O autarca salientou também os impactos negativos do empreendimento que decorrem da passagem das “muitas viaturas pesadas nas estradas, que estão a ficar danificadas” e referiu que há também moradores a queixarem-se de “fissuras nas casas” por causa “dos rebentamentos dentro do túnel, que acontecem a qualquer hora”.

Domingos Teixeira disse ainda que ainda estão a ser resolvidas questões relacionadas com indemnizações dos terrenos e casas afetadas.

O presidente da Câmara de Ribeira de Pena, Rui Vaz Alves, salientou a importância do projeto para a região e lembrou os 50 milhões de euros que a Iberdrola vai disponibilizar para contrapartidas aos municípios e projetos de desenvolvimento regional alguns dos quais já estão a ser implementados em Boticas, Celorico de Basto, Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena.

O autarca frisou que existem “elevadas expectativas” quanto ao projeto e garantiu empenho para se encontrarem soluções que criem desenvolvimento sustentável” para todo este território.

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