Uma delegação do CDS, liderada pelo presidente do partido, esteve hoje reunida com a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), na sede da instituição, em Lisboa.

"O CDS é um partido que tem uma longa tradição no apoio aos deficientes das Forças Armadas e ex-combatentes, queremos naturalmente renovar este pacto que temos com todos aqueles que souberam estar na linha da frente para defender o nosso país e, por isso, achamos que há alguns pontos que merecem atenção do nosso poder político", disse Francisco Rodrigues dos Santos, em declarações à Lusa no final da reunião e visita à ADFA.

O CDS defende que se acabe "com algumas discriminações negativas que existem entre aqueles que ficaram deficientes em campanha e em serviço", pedindo "uma equiparação ou esbater algumas das diferenças que são injustas".

"Do ponto de vista da saúde, é necessário que o Orçamento do Estado para apoiar os deficientes militares corresponda a um apoio líquido e objetivo na assistência em saúde, e que não vá para o bolo total do IASFA [Instituto de Ação Social das Forças Armadas], para que não faltem verbas para dar o suporte financeiro na compra, por exemplo, de próteses e de medicamentos, e todo o tipo de produtos que precisam para ter uma vida com dignidade", apontou o presidente do partido.

Para o CDS, é "fundamental que uma verba de 20 milhões de euros que está prevista no orçamento seja consignada especialmente para os deficientes das Forças Armadas, e que não seja absorvido no bolo total do IASFA, sob pena de depois faltar dinheiro para honrar contratos com prestadores de serviços na área da saúde, para comprar próteses, e estes doentes serem relegados para um segundo plano quando deviam ter um atendimento prioritário, célere e sem burocracias".

Também em declarações à Lusa, o presidente da ADFA, coronel Manuel Lopes Dias, indicou que "as grandes preocupações da ADFA neste momento estão relacionadas com a saúde" e pediu que o fornecimento de próteses e ortóteses seja desbloqueado "de uma vez por todas".

"Estes materiais devem ser encarados como uma urgência hospitalar, não podem aguardar por despachos burocráticos, por concursos, tem que haver agilização desta questão", vincou, apontando que "chegaram a estar 200 processos parados".

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