Das oito moções globais apresentadas ao Congresso, apenas duas foram a votos em alternativa: a moção encabeçada pela líder dos centristas, Assunção Cristas, e a moção “Um serviço a Portugal”, que tinha como primeiro subscritor Miguel Mattos Chaves.

“Uma grande salva de palmas para Assunção Cristas”, resumiu, no final da votação, o presidente da Mesa do Congresso, Luís Queiró.

O 27.º Congresso do CDS-PP termina hoje com a eleição dos órgãos nacionais, incluindo a direção da presidente do partido, Assunção Cristas.

A nova Comissão Executiva do CDS-PP, o núcleo duro da direção, será composta por um terço de mulheres e terá como novidades a médica e deputada Isabel Galriça Neto, a doutoranda Graça Canto Moniz e a professora universitária Raquel Vaz Pinto.

Como vice-presidentes, Assunção Cristas mantém Nuno Melo, Adolfo Mesquita Nunes e Cecília Meireles.

João Rebelo, que será o novo coordenador autárquico, Nuno Magalhães, líder parlamentar, Pedro Morais Soares, secretário-geral, Álvaro Castelo Branco, Domingos Doutel, Filipe Anacoreta Correia e Ana Rita Bessa mantêm-se igualmente na Comissão Executiva.

O antigo líder parlamentar do CDS-PP António Lobo Xavier volta a encabeçar a lista de Assunção Cristas ao Conselho Nacional do partido.

Ao Conselho Nacional, o órgão máximo do partido entre Congressos, concorrerão duas listas alternativas à da direção: uma encabeçada por Filipe Lobo d’Ávila e outra por Abel Matos Santos, porta-voz da tendência Esperança em Movimento (TEM).

As eleições para os órgãos nacionais decorrem hoje de manhã, entre as 09:00 e as 12:00, no Pavilhão Multiusos de Lamego, Viseu, com Assunção Cristas a votar cerca das 11:00. Pelas 12:30 serão proclamados os resultados, seguindo-se o discurso de encerramento da líder do CDS-PP.

O primeiro dia de trabalhos ficou marcado por uma homenagem ao antigo presidente do CDS Adriano Moreira e pelo anúncio de que o eurodeputado Nuno Melo será o cabeça de lista do partido às eleições europeias do próximo ano.

O posicionamento do CDS-PP foi um dos temas que atravessou muitas das intervenções, com Assunção Cristas a frisar, no seu discurso inicial, que “a doutrina não se proclama", "põe-se em ação" e assegurando que o partido mantém “a democracia-cristã como eixo da roda".

No seu primeiro discurso, Assunção Cristas anunciou ainda que o partido vai, mais uma vez, forçar uma votação no parlamento do Programa de Estabilidade e que o grupo de trabalho que fará o programa eleitoral do partido – coordenado por Adolfo Mesquita Nunes – integrará dois independentes, o poeta e ensaísta Pedro Mexia, que é consultor do Presidente da República para a cultura, e Nádia Piazza, da associação das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande.

Filipe Lobo d’Ávila, que tem sido uma das poucas vozes críticas da estratégia da líder, anunciou que irá deixar o parlamento em breve, mas assegurou que não haverá cisões, nem dissidências.

O PSD perpassou também em muitas das intervenções, com a esmagadora maioria dos congressistas a concordarem com a estratégia de Assunção Cristas – listas próprias nas europeias e legislativas – e alguns até a apontá-la como a próxima “primeira-ministra”.

O presidente do PSD, Rui Rio, vai marcar presença na sessão de encerramento do 27.º Congresso do CDS-PP, tal como Assunção Cristas fez na reunião magna dos sociais-democratas, há três semanas.

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, vai liderar a delegação dos socialistas presente na sessão de encerramento do Congresso, enquanto o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, representará o Governo.

Em relação às restantes forças políticas de esquerda, como habitualmente, PCP e BE não estarão na reunião magna dos centristas, enquanto o Partido Ecologista "Os Verdes" e o PAN irão marcar presença.

O primeiro dia de trabalhos terminou cerca das 04:00, depois de ter sido rejeitado um requerimento para encurtar os trabalhos, com os representantes da Juventude Popular a dominarem as intervenções a partir da meia-noite.

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