Em causa está um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

"Os pescadores asseguram que a localização atualmente prevista para o Windfloat Atlantic irá afetar inevitavelmente as artes da pesca e prejudicar significativamente a atividade que desenvolvem", lê-se no comunicado hoje enviado por Ilda Araújo Novo.

A deputada do CDS-PP "entende que, a ser verdade, este caso se reveste de enorme gravidade, podendo vir a prejudicar seriamente a sobrevivência destes pescadores e a das suas famílias, que vivem em condições já de si precárias".

Na nota, adiantou ter hoje questionado a ministra do Mar sobre "se o início da área de implantação do parque WindFloat Atlantic vai, ou não, ser deslocado de forma a resolver-se o problema levantado pelos pescadores".

Caso contrário, quer saber que medidas vai Ana Paula Vitorino tomar: "Autorizar que a Rede Elétrica Nacional (REN) destrua as artes de pesca ou trabalhar em conjunto com a EDP Renováveis de forma a acomodar o projeto em consonância com os pescadores", questiona.

Ilda Araújo Novo adiantou que desde novembro de 2017, tem interpelado o Governo sobre o mesmo assunto, "até à data sem qualquer resposta".

A deputada quer ainda saber que respostas a ministra do Mar vai dar "às interpelações, questões, solicitações e preocupações dos pescadores sobre a localização para o parque eólico, que através das associações que os representam, nomeadamente a Vianapesca, a Associação de Armadores de Pesca do Norte, a Propesca e a Pró Maio, têm repetidamente enviado missivas, quer ao Ministério do Mar quer à EDP Renováveis".

"A contestação à instalação do parque eólico ao largo de Viana do Castelo assenta no facto de 100% da área prevista estar presentemente ocupada com artes de pesca, devidamente licenciadas pela Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM)", especifica.

Acrescenta que "todas as associações reclamam a necessidade do início da implantação se afastar para oeste, ainda que no mesmo enfiamento, o que impediria a amputação da área de pesca onde se encontram as suas artes, pois não há um único

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