“Não estou muito bem, morreu a Celeste”, afirmou Camané à agência Lusa, numa reação à morte da fadista, ocorrida hoje, em Lisboa.

Era uma pessoa de quem “gostava imenso”, por isso tenho “muita pena” que tenha morrido Celeste Rodrigues, além de que nada o fazia prever, referiu.

Camané elogiou ainda a “mentalidade e a força de estar na vida de forma sempre jovem” que a fadista manteve, até ao fim.

“Sempre gostei muito da música dela”, acrescentou Camané, destacando o fado “Praia de Outono” que a fadista cantava de forma “magnífica”.

O intérprete sublinhou ainda o facto de Celeste Rodrigues ter mantido sempre uma carreira paralela à da irmã, Amália Rodrigues.

“É daquelas pessoas que não estamos à espera que morram e quando isso acontece custa-nos muito”, concluiu.

Nascida no Fundão, em 14 de março de 1923, irmã de Amália Rodrigues, Celeste Rodrigues iniciou a carreira há 73 anos, ao aceitar o convite feito pelo empresário José Miguel (1908-1972), detentor de vários teatros e casas de fado, entre os quais o Café Casablanca. O repertório de Celeste Rodrigues contava, entre outros temas, com “A Lenda das Algas” e o “Fado das Queixas”.

Celeste Rodrigues atuou em abril passado no Town Hall, em Nova Iorque, ao lado de Carlos do Carmo, no âmbito do Festival de Fado.

Em maio, cantou no palco do Teatro TivoliBBVA, em Lisboa, e, na altura, disse à Lusa que “cantar é sempre uma alegria, mas ainda mais nesta idade, porque não é fácil ter ainda um bocadinho de voz” para que se “atravesse” a cantar.

No último ano a fadista estreitou relações com Madonna, atualmente a viver em Lisboa, com quem passou a última passagem do ano, em Nova Iorque.

Em dezembro do ano passado, Madonna fez um dueto espontâneo com Celeste Rodrigues, que considerava "uma lenda viva", na Mesa de Frades, em Lisboa, interpretando "Can't Help Falling in Love", uma canção Elvis Presley, um dos ídolos da cantora norte-americana, apesar de a fadista portuguesa preferir David Bowie, como confessou publicamente.

Numa das suas entrevistas à Lusa, Celeste Rodrigues afirmou: “Acho que o fado é uma música linda, maravilhosa. Com palavras bonitas, ainda mais maravilhoso fica. Portanto, é natural que faça sucesso. E [o fado] entra em nós, está nas veias de todos os portugueses”.

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