Em comunicado, a administração do CHO indica que no centro hospital, com capacidade para 102 doentes infetados pelo novo coronavírus, encontram-se hoje “101 doentes ‘covid’ internados em enfermaria”.

Trinta e cinco doentes estão na Unidade de Caldas da Rainha (com uma capacidade total de 36 internamentos) e 66 na Unidade de Torres Vedras.

No balanço enviado às redações, o conselho de administração (CA) do CHO afirma que “a lotação não está ainda esgotada”, encontrando-se, no entanto, “perto do limite da capacidade”, com apenas uma das camas de internamento para doentes ‘covid’ por ocupar.

A administração do CHO refere ainda que as últimas semanas foram “marcadas por uma enorme pressão assistencial e crescente procura de doentes, agravada pela ocorrência de um surto interno na Unidade de Torres Vedras [que no sábado registava um total de 157 casos confirmados] e de surtos com um número muito relevante de infetados em vários lares da região”.

No Hospital de Torres Vedras, “a taxa de esforço no que respeita a camas covid-19 ultrapassa já os 40%, relativamente às camas ‘não covid'”, é acrescentado.

No sábado, a situação agravou-se no hospital de Torres Vedras, onde fotografias partilhadas nas redes sociais mostravam uma fila de espera com cerca de 10 ambulâncias para a urgência covid-19, numa noite que a administradora do hospital, Elsa Baião, reconheceu ter sido “muito complicada”.

A pressão sentida pelo CHO “implicou transferências de doentes para hospitais públicos e privados, ao abrigo dos acordos estabelecidos pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo [ARSLVT, I.P.], e Ministério da Saúde”, lê-se ainda na nota.

Porém, “ao nível dos Serviços de Urgência ‘covid’ e ‘não covid’, a situação está presentemente controlada, não se verificando tempos de espera relevantes”, informa hoje o CA, garantindo que, dentro das limitações atuais, o CHO “continua a adotar medidas que permitam garantir a resposta”.

Nesse âmbito, na passada sexta-feira, na Unidade de Torres Vedras, converteram-se mais 21 camas de enfermarias cirúrgicas para tratamento de doentes covid-19.

Também nesta unidade “está em estudo a expansão da Área Dedicada ao Atendimento de Doentes Respiratórios” (ADR).

Na unidade das Caldas da Rainha, na última semana, “verificou-se uma nova reorganização, no sentido de reforçar a capacidade da ADR do Serviço de Urgência Geral, enquanto se aguarda a construção de um edifício modular, que permitirá a respetiva expansão no exterior do Hospital”, de acordo com a nota hoje divulgada.

O CHO prevê ainda a abertura, em breve, de um enfermaria ‘não covid’ na Unidade de Peniche.

No comunicado é igualmente enaltecido “o esforço e dedicação dos profissionais de saúde” dos três hospitais no combate à pandemia e feito um apelo à comunidade para o “cumprimento rigoroso do confinamento obrigatório e das restantes medidas de segurança preconizadas, minimizando os contágios”.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra. Estes concelhos dividem-se entre os distritos de Lisboa e Leiria.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.031.048 mortos resultantes de mais de 94,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.028 pessoas dos 556.503 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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