“Temos aqui cerca de 600 pessoas, a maioria professores, mas também alguns alunos de escolas em que não houve aulas, que desfilaram pelas ruas da cidade para participarem nesta ação de protesto”, disse à agência Lusa Hélder Abrantes, delegado do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) e professor do Agrupamento de Escolas Lima de Freitas.

“Queremos sensibilizar o Ministério da Educação para as nossas exigências, dado que, até agora, o que nos estão a oferecer é apenas a vinculação de contratados, alguns deles contratados há mais de 20 anos e que são absolutamente necessários devido à falta de professores. Ou seja, não nos estão a dar nada”, acrescentou.

A concentração de professores na Praça do Bocage, em frente à Câmara Municipal, foi organizada por docentes de diversos agrupamentos de escolas de Setúbal – Lima de Freitas, Sebastião da Gama, Luísa Todi e Ordem de Santiago (Bela Vista) -, a que se juntaram alguns alunos de diversos estabelecimentos de ensino, solidários com a luta dos professores.

Na concentração, segundo o sindicalista, participaram também docentes das escolas secundárias não agrupadas D. Manuel Martins, D. João II e da Escola Secundária do Bocage, antigo Liceu de Setúbal.

Os professores estão em greve desde 09 de dezembro para exigir melhores condições de trabalho e salariais, o fim da precariedade, a progressão mais rápida na carreira, e em protesto contra propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento e colocação, que está a ser negociada com os sindicatos do setor.

Atualmente, estão a decorrer três greves distintas convocadas por várias organizações sindicais. A primeira foi uma iniciativa do STOP que, em dezembro, convocou uma paralisação por tempo indeterminado, que os professores têm cumprido de forma parcial, a apenas um tempo de aulas, e para a qual já foram entregues pré-avisos até 31 de janeiro.

No início do 2.º período, o SIPE iniciou uma outra greve parcial, esta ao primeiro tempo de aulas de cada docente, que se deverá prolongar até fevereiro.

Entretanto, na semana passada, arrancou uma greve total que se realiza por distritos durante 18 dias, até 08 de fevereiro, convocada por uma plataforma de sindicatos que incluiu a Fenprof.

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