"Perto de 7.000 pessoas, incluindo mil refugiados, fugiram da insegurança e da violência, após o recente ataque à cidade de Chinégodar, a cerca de 20 quilómetros da fronteira com o Mali", segundo o texto.

"Os testemunhos recolhidos mencionam populações civis que temem pela vida, após um ultimato de grupos armados", referiu o ACNUR. "Elas são alvos de ataques, de raptos, de assassínios, enquanto estes grupos se apropriam dos seus bens", acrescentou.

Segundo o texto, "na fuga, refugiados e deslocados levam apenas o que usam, abandonando casas e bens".

Desde 2018, a ONU indica que a insegurança persistente tem sido um obstáculo à prestação de assistência de urgência a dezenas de milhares de deslocados na região de Tillabéri, onde se encontram muitos dos que fugiram de ataques 'jihadistas'.

O ataque de Chinégodar, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, provocou a morte de 89 soldados, sendo um dos piores da história do país. Em 2015, uma ofensiva do Boko Haram na ilha de Karamga deixou 46 soldados e 28 civis mortos e 32 desaparecidos.

Este foi o terceiro ataque na região a provocar um elevado número de vítimas no período de um mês, todos reivindicados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico e com a mesma forma de atuação, com a utilização de motos e veículos que transportam os combatentes armados, depois a fuga em direção ao Mali.

O Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, afastou dois altos responsáveis militares depois dos ataques.

Segundo a ONU, os ataques 'jihadistas' no Mali, no Níger e no Burkina Faso fizeram 4.000 mortos em 2019.

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