Numa nota enviada à agência Lusa, o partido liderado por André Ventura "lamenta a desfaçatez com que o Governo indicou o ex-ministro Mário Centeno para o Banco de Portugal, ao arrepio das melhores práticas éticas que devem pautar as instituições públicas".

O Chega sublinha que "Centeno trabalhará com um ministro de quem era superior há alguns dias e com uma equipa (de trabalho e de fiscalização) cuja composição teve, direta ou indiretamente, o seu dedo", o que considerou ser "uma violação grosseira da ética política".

"O Chega estranha ainda a repentina mudança de posição do PSD, que parece agora querer viabilizar esta nomeação. Dá a ideia de uma negociata feita atrás dos cortinados e ao arrepio da maioria do próprio grupo parlamentar, algo verdadeiramente incompreensível ou então condicionado a qualquer acordo político futuro", refere o partido.

Na ótica da direção do Chega, "em ambos os casos, ficará mal servida a cultura democrática".

Na quinta-feira, o primeiro-ministro escreveu ao presidente da Assembleia da República a comunicar a proposta do Governo para nomear Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal.

No mesmo dia foi conhecido que o parlamento vai suspender por quatro semanas a apreciação na especialidade do projeto do PAN que altera os critérios de nomeação do governador do Banco de Portugal até chegar o parecer requerido ao Banco Central Europeu (BCE).

A votação final global do projeto do PAN - já aprovado na generalidade com os votos contra do PS, abstenções do PCP e PEV, e com o apoio do PSD, Bloco de Esquerda, CDS e Iniciativa Liberal - estava prevista para 03 de julho.

Também na quinta-feira, o PSD anunciou, em conferência de imprensa, que já comunicou ao Governo que discorda e desaconselha a escolha de Mário Centeno para esse cargo, mas que recusa aprovar leis 'ad hominem' que o impeçam.

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