Na última década, a região sofreu atentados letais reivindicados pelos uigures, membros de uma etnia muçulmana que representa metade da população local. Pequim afirma que se tratam de "islamitas" e "separatistas".

A segurança foi duramente reforçada nos últimos anos em Xinjiang. Cerca de um milhão de cidadãos estão ou estiveram presos nos centros de reeducação da região, segundo estimativa de um grupo de especialistas citado pela ONU e desmentido por Pequim.

Na semana passada, o secretário-adjunto da Defesa americana, Randall Schriver, descreveu estes lugares como "campos de concentração" e estimou o número de detidos "provavelmente mais perto dos três milhões".

Estas declarações são "totalmente contrárias aos factos", garantiu em entrevista coletiva Geng Shuang, porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores. "A China expressa o seu forte descontentamento e a sua firme oposição", indicou.

Pequim defende estes estabelecimentos, garantindo que são "centros de formação profissional". Segundo o governo, destinam-se a reforçar as capacidades e atitudes dos habitantes para conseguir um emprego e afastá-los de qualquer tentação de radicalização islâmica ou separatista.

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