Desde o mês passado, cerca de 28 mil casas ficaram destruídas pelas enchentes do Yangtzé, indicaram.

O vice-ministro de Gestão de Emergências chinês, Zheng Guoguang, salientou que o Yangtzé e partes da bacia hidrográfica sofreram o segundo maior nível de precipitação média desde 1961 nos últimos seis meses.

Praticamente toda a China continental foi afetada, excluindo vastas áreas do oeste do país, como o Tibete e Xinjiang, acrescentou o responsável.

Os danos, equivalentes a centenas de milhões de euros, estão a aumentar a pressão sobre a economia, que sofreu já o impacto da pandemia do novo coronavírus, incluindo o isolamento de cidades inteiras e a queda da procura nos mercados externos.

A província de Hubei, através da qual o rio Yangtzé corre, está sob ameaça particular. A capital da província, Wuhan, foi o centro da epidemia da covid-19 na China.

Inundações ocorreram em cidades no sul e no centro da China e levaram equipas de resgate a escavar aterros e abrir canais para libertar o excesso de água.

A subida das águas em 433 rios excedeu o nível de alerta e em 33 atingiu recordes, disse Zheng.

Além do Yangtzé, também em outros grandes rios o nível das águas está a subir, como no rio Amarelo, no norte, o Zhujiang, no sul, e no maior lago de água doce da China, o Taihu, a oeste de Xangai.

Inundações em algumas áreas, na semana passada, forçaram ao reagendamento dos exames de acesso ao ensino superior, que se realizam ao longo de quatro dias, e que tinham já sido adiados, devido ao coronavírus.

Os principais destinos turísticos do sul da China sofreram também fortes prejuízos devido às enchentes, o que está a agravar a pressão financeira causada pela queda maciça de visitantes devido à epidemia.

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